Um novo laudo médico revelou que a saúde mental de Adélio Bispo, responsável pelo ataque a Jair Bolsonaro, piorou durante sua estadia no sistema prisional. O documento aponta que Adélio apresenta delírios persistentes e perda de contato com a realidade, indicando a necessidade urgente de internação em hospital psiquiátrico. Especialistas não recomendam sua liberdade, alegando diagnóstico de esquizofrenia e risco contínuo devido ao quadro clínico deteriorado. Após análise comparativa com perícia anterior em 2019, o laudo atual destaca a presença de alucinações frequentes e deterioração funcional significativa.
Adélio se recusa a aceitar sua condição clínica, negando a necessidade de tratamento ou medicação, o que contribui para seu isolamento social e instabilidade emocional recorrente. Os especialistas destacam a importância de cuidados especializados devido à gravidade do quadro, ressaltando a influência negativa do ambiente prisional no agravamento dos sintomas. Mesmo com a sugestão de encaminhamento para um Caps em sua cidade natal, Montes Claros (MG), a decisão judicial estabelece que Adélio permaneça sob custódia até pelo menos 2038. Desde o atentado em surto psicótico a Bolsonaro, Adélio ocupa uma cela individual e mantém-se sem contato com outros detentos.




