O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recalibrou a política externa para reforçar uma face de pragmatismo e tentar se aproximar de governantes de direita, diante de um cenário adverso na América Latina, com a nova estratégia de segurança nacional de Donald Trump e a ascensão de governantes alinhados ao americano. A estratégia já está em curso e será priorizada pelo Itamaraty ao longo do primeiro semestre, antes das eleições presidenciais. Nesse período, Lula pretende fazer alguns deslocamentos ao exterior. O governo já mobilizou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para estreitar laços em viagens precursoras ou mesmo próprias, levando a visão do Palácio do Planalto. Em ano eleitoral, Lula quer reforçar uma imagem mais pragmática da política externa e evitar desgastes em temas sensíveis, como a Venezuela. Na segunda-feira, dia 26, Lula conversou por quase uma hora ao telefone com Donald Trump, em mais uma etapa da construção de um relacionamento marcado por interesses opostos e um passado recente de embates. Eles agendaram para o fim de fevereiro uma visita de Lula a Washington, oportunidade que poderá selar a mudança de rota com os Estados Unidos de Trump.




