O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estão resistindo à criação de uma CPI para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. Segundo informações do Estadão, Motta alegou que o regimento interno impede a abertura imediata do colegiado, pois há outras prioridades. Alcolumbre, por sua vez, também demonstra resistência em levar o tema adiante no Legislativo.
Durante uma reunião com líderes, Motta deixou claro que a CPI do Banco Master não será instalada pela Câmara, o que aumentou a pressão sobre Alcolumbre para ao menos criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). No entanto, o presidente do Senado indicou que só vai avaliar o assunto após o recesso parlamentar, sem se comprometer com a abertura da investigação. Parlamentares e técnicos acreditam que a CPMI enfrenta menos entraves regimentais e pode ser criada com mais facilidade.
Enquanto a CPI específica segue travada, outras frentes de apuração estão sendo consideradas. A CPI do Crime Organizado no Senado deve incluir o Banco Master em suas investigações, e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) criou um grupo para acompanhar o caso. Por outro lado, o líder do governo na Câmara, José Guimarães, é contrário à instalação da CPI e afirmou que não irá apoiar a criação do colegiado.




