Exportações de MG crescem quase 9%, batem recorde histórico e somam R$ 234 bilhões em 2025
Mesmo em um ano marcado por incertezas no comércio internacional e tarifaço dos EUA, MG se consolidou como o terceiro maior estado exportador do país. Minas registra recorde de exportações e fechou 2025 com um crescimento de 8,6% nas exportações, atingindo um recorde histórico no comércio exterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor total das vendas externas superou US$ 45,6 bilhões, equivalente a R$ 234 bilhões, superando o último recorde registrado em 1997.
Café, carne bovina, minério de ferro, ouro e veículos estão entre os principais itens exportados pelo estado. Ao todo, produtos mineiros chegaram a 201 destinos, destacando-se China, Estados Unidos, Alemanha e Argentina. A China permanece como principal parceiro comercial de Minas Gerais, seguida pelos Estados Unidos.
A Região Metropolitana de Belo Horizonte teve uma fatia significativa nas exportações mineiras em 2025, sendo responsável por 38,3% do total, com destaque para minério de ferro, ferro fundido bruto, ouro e veículos. Outras regiões como Sul e Sudoeste de Minas, Triângulo Mineiro, e Alto Paranaíba também contribuíram de forma relevante, concentrando cerca de 80% das vendas externas do estado.
Minas Gerais conseguiu enfrentar o tarifaço dos EUA através da diversificação de sua pauta de exportação. O estado avançou para novos mercados e impulsionou a exportação de produtos de maior valor agregado, como no caso do ‘mel de aroeira’, um produto típico da região. A diversificação da economia mineira torna o estado menos vulnerável a crises regionais, conforme apontado pelo economista Paulo Casaca.
Em Betim, na Grande BH, o setor automotivo se destacou com a fábrica da Stellantis registrando um aumento de 12% na produção em 2025, totalizando 525 mil veículos fabricados. Desse número, 81 mil carros foram exportados, com metade deles destinados à Argentina. O crescimento das exportações gerou 1.200 novos postos de trabalho diretos na unidade da Stellantis, além de empregos indiretos em toda cadeia produtiva e logística, conforme relatado pelo diretor Valter Ferreira.




