O Ambulatório de Diversidade de Gênero oferece acolhimento e serviços especializados de saúde para pessoas trans e travestis no Distrito Federal. O principal foco do Ambulatório é garantir o direito à cidadania e promover a despatologização das identidades e expressões de gênero.
O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 19h, na EQS SUL 508/509, na Asa Sul. Para agendar consultas de retorno, é necessário comparecer pessoalmente no ambulatório nos horários das 7h às 12h e das 13h às 18h.
Os serviços oferecidos incluem uma sala de acolhimento para identificação da demanda, um Grupo de Entrada do Ambulatório composto por uma equipe multiprofissional, encaminhamento para demandas personalizadas e a construção compartilhada do Projeto Terapêutico Singular (PTS).
Os requisitos para atendimento no Ambulatório são ter mais de 18 anos completos e apresentar um documento de identificação oficial com foto e/ou cartão do SUS. Para entrar em contato com o Ambulatório de Diversidade de Gênero, o telefone disponível é (61) 3242-3559.
Um dossiê divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) mostrou que, em 2025, houve pelo menos 80 assassinatos de pessoas trans e travestis no Brasil. Esse número representou uma queda de 34,4% em relação ao ano anterior. Apesar disso, o Brasil permanece como o país mais perigoso para a população trans pelo 17º ano consecutivo.
Segundo o dossiê, a vítima mais jovem tinha apenas 13 anos. O perfil das vítimas é majoritariamente de “jovens trans negras, empobrecidas, nordestinas e assassinadas em espaços públicos, com requintes de crueldade”. Estados como Ceará e Minas Gerais foram os que mais registraram assassinatos, com 8 casos cada.
Os dados mostram que a maioria dos assassinatos foi contra travestis, mulheres trans e transexuais. O relatório ainda aponta os estados com mais casos, sendo Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco os que registraram mais mortes. Além disso, o dossiê destaca a vulnerabilidade dessas pessoas, muitas delas utilizam o trabalho sexual como fonte de renda.
É importante ressaltar que essas mortes refletem a combinação de transfobia, racismo e desigualdade social como principais motores desses crimes. A luta pela garantia dos direitos e da segurança da população trans e travesti é urgente e necessária para promover um ambiente mais inclusivo e igualitário para todos.




