A decisão de Alexandre de Moraes, ministro do STF, que determinou a saída de integrantes da família Caiado da região quilombola Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), inaugura um novo capítulo em uma batalha judicial de longa data. A disputa pelas terras teve início em 1945, quando um parente de um antigo morador da região entrou com um pedido de divisão geográfica no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) visando regularizar a posse de parte da área. Quarenta anos depois, em 1985, três pessoas se juntaram ao processo, alegando serem herdeiras de áreas em Antinha de Baixo. No entanto, os atuais moradores contestam a veracidade dos documentos apresentados pelo trio. Em 1990, os herdeiros obtiveram uma decisão favorável para tomar posse da área, processo que se estendeu por décadas, com tentativas de desocupação iniciadas apenas em 2014.




