Cronograma de construção do primeiro túnel imerso do Brasil é divulgado após assinatura de contrato de concessão com grupo Mota-Engil.

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O DE apresenta o cronograma dos próximos anos do primeiro túnel imerso do Brasil a partir da assinatura do contrato de concessão com o grupo Mota-Engil, que aconteceu nesta quarta-feira (28). O vencedor do leilão é responsável pela construção, operação e manutenção do empreendimento.

As obras do túnel imerso que ligará Santos a Guarujá, no litoral de São Paulo, começarão em 2027. Abaixo, um o cronograma com cada fase da construção nos próximos anos foi divulgado pelo governo estadual após a assinatura do contrato da Parceria Público-Privada (PPP) com o grupo português Mota-Engil, vencedor do leilão.

O projeto, com investimento de R$ 6,8 bilhões, é resultado de uma demanda centenária da população do litoral paulista. Do valor da obra, R$ 5,1 bilhões virão de recursos do governo de São Paulo e da União, e o restante da concessionária.

O túnel será construído em módulos fabricados fora da água e posteriormente imersos no leito do Porto de Santos. Segundo o governo estadual, a construção deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos.

O contrato de concessão com o grupo Mota-Engil foi assinado no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, nesta quarta-feira (28). Com isso, começam as discussões dos projetos funcional e executivo do túnel.

“No ano que vem, a gente começa a mobilização e o início das obras. Em 2028, a gente começa a fabricar os elementos, que são as seis partes que vão fazer parte do túnel” explicou o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, em nota divulgada pelo governo estadual.

O contrato, que inclui as etapas de operação e manutenção da infraestrutura, tem prazo de 30 anos.

O projeto, realizado pelo governo federal, em parceria com o governo de São Paulo e a Autoridade Portuária de Santos (APS), é considerado uma das obras de infraestrutura mais estratégicas do estado, com potencial de transformar a mobilidade regional, fortalecer a economia local e otimizar a operação portuária. Será a primeira travessia submersa do Brasil, um projeto de infraestrutura com 1,5 km de extensão, sendo 870 metros debaixo d’água, conectando as duas cidades por uma via seca para veículos, pedestres e VLT.

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