A articulação para Jair Bolsonaro ir para a prisão domiciliar envolve não apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas também conta com o apoio de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que nos bastidores têm manifestado apoio à transferência do ex-presidente. A visita dos peritos da PF a Bolsonaro na Papudinha indica um cenário em que a prisão domiciliar se torna cada vez mais provável. A estratégia ganha ainda mais força com o apoio de ministros como Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, que demonstram estar favoráveis a essa decisão.
A trama golpista que envolve a insistência de Bolsonaro em ir para a prisão domiciliar tem despertado debates nos bastidores do STF. Relatos obtidos indicam que o ministro Gilmar Mendes e o relator da trama, Alexandre de Moraes, têm se envolvido diretamente nessa discussão. A postura de Gilmar, que articula com outros ministros e apoia reservadamente a prisão domiciliar, reflete um cenário complexo e sensível. Ainda assim, a decisão final cabe a Moraes, que tem o poder de autorizar ou negar esse pedido em relação à saúde de Bolsonaro.
Os desdobramentos do caso Master e a atuação de Dias Toffoli também influenciam no posicionamento dos ministros em relação à prisão domiciliar de Bolsonaro. Há uma preocupação em evitar que a imagem do Supremo seja prejudicada pelas decisões controversas envolvendo o ex-presidente. A postura de integrantes da Corte em relação a casos anteriores, como o de Cleriston Pereira da Cunha, também impacta o debate sobre a possibilidade de Bolsonaro cumprir pena em casa.
A presença de peritos da PF na Papudinha para examinar Bolsonaro deixa evidente a movimentação em torno da possível transferência para prisão domiciliar. A junta médica formada por especialistas tem um papel fundamental na avaliação da saúde do ex-presidente e nas medidas a serem tomadas em relação ao cumprimento da pena. A determinação de Moraes para que Bolsonaro receba atendimento médico 24 horas por dia na Papudinha sinaliza um encaminhamento favorável a essa mudança de regime.
A relação entre os ministros do STF e a defesa de Bolsonaro em relação à prisão domiciliar revela uma dinâmica política complexa. As articulações nos bastidores, as influências de casos anteriores e a postura da Corte em face de pressões externas contribuem para a construção de um cenário que ainda reserva reviravoltas. A possibilidade de Bolsonaro cumprir pena em casa é um tema que desperta debates e reflexões sobre os limites do poder judiciário e a garantia dos direitos dos indivíduos.




