A relação do União Brasil com o governo Lula tem tido altos e baixos nos últimos anos, com representantes importantes na Esplanada. A criação da superfederação com o PP pode fortalecer a bancada do partido no Congresso e impactar a dinâmica eleitoral. A saída de Caiado abre oportunidades para uma maior aproximação com o União Brasil, colocando em evidência a importância das alianças nos estados.
A mudança no comando do Ministério do Turismo foi um passo importante nesse processo de distensionar a relação entre o governo e o partido político. Além disso, a recuperação da popularidade de Lula tem levado políticos do Centrão a repensarem sua postura em relação ao governo federal. Essa movimentação indica a possibilidade de atrair segmentos desses partidos para as eleições, especialmente nos palanques estaduais.
No Ceará, por exemplo, a possibilidade de uma aliança entre o PT e o União Brasil é discutida, visando fortalecer as candidaturas estaduais. Um pacto de não agressão também é considerado, buscando diminuir as críticas mútuas e estabelecendo uma relação mais amigável. A liderança do partido tem sido fundamental nesse processo de diálogo e aproximação com o governo.
A reunião entre Rueda e a ministra Gleisi Hoffmann foi um marco nessa tentativa de distensionar as relações entre o governo e o União Brasil. A indicação de Feliciano para o Ministério do Turismo foi um sinal de que o partido está disposto a colaborar com a gestão em alguns aspectos. Com tantas movimentações e alianças sendo discutidas, o cenário político para as eleições deste ano se mostra cada vez mais complexo, com diferentes interesses em jogo.




