Integrantes do governo de Lula acreditam que a saída de Ronaldo Caiado do União Brasil pode representar uma nova oportunidade para o Planalto fortalecer laços com o partido, visando alcançar a neutralidade na corrida pela presidência. Caiado já anunciou sua filiação ao PSD.
A relação do União Brasil com o governo tem altos e baixos, embora tenha representantes na Esplanada. A fusão do DEM e do PSL originou o partido, com alas tanto opositoras quanto governistas, e atualmente presidido por Antonio Rueda.
Prevista uma superfederação com o PP, o União Brasil pode se tornar uma das maiores bancadas no Congresso. Mesmo sem apoio declarado à reeleição de Lula, o governo espera neutralidade da federação, liberando os filiados para apoiarem quem desejarem.
Após a saída de Caiado, as chances de aproximação com o União Brasil aumentam, mas já vinham ocorrendo desde o ano anterior. O momento é visto como um sinal positivo para o fortalecimento da relação entre as partes.
A tentativa de melhorar a relação entre governo e partido foi evidenciada em conversas entre os representantes. Mudanças ministeriais e possíveis apoios na reeleição de Lula demonstram um cenário de maior entendimento e colaboração.
Com o crescimento da popularidade de Lula, políticos do Centrão estão revendo posturas de afastamento do governo, especialmente diante da candidatura de Flávio Bolsonaro. A estratégia inclui alianças locais e possíveis pactos de não agressão entre as partes.
A possibilidade de uma aliança passa também pela formação de palanques estaduais, visando garantir apoio e evitar aproximação com o bolsonarismo. No Ceará, uma vaga ao Senado é cogitada para um indicado do União Brasil, mas também há defensores de alianças com outros partidos.
Integrantes do governo e do partido concordam que a saída de Caiado não altera o cenário eleitoral já traçado, mantendo opções em aberto quanto ao apoio a candidatos ou manutenção da neutralidade.




