Periquitos sobreviventes de queda de árvore vão para abrigo de animais após resgate

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Periquitos que sobreviveram à queda de árvore com centenas de aves mortas vão
para abrigo de animais silvestres

Equipe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) recebeu 27 aves
feridas, muitas com fraturas graves. Animais seguem em tratamento e poderão ser
reintroduzidos na natureza após recuperação.

Três das 27 aves resgatadas após queda de árvore morrem durante transporte ao
Maranhão [https://s04.video.glbimg.com/x240/14301387.jpg]

Três das 27 aves resgatadas após queda de árvore morrem durante transporte ao
Maranhão

Dos 27 periquitos resgatados com vida após a queda de um pé de eucalipto que
matou cerca de 350 aves em Lajeado Novo
[https://de.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/01/29/tempestade-derruba-arvore-e-provoca-morte-de-mais-de-350-periquitos-no-maranhao.ghtml],
três morreram durante o transporte de Imperatriz
[https://de.globo.com/ma/maranhao/cidade/imperatriz/] para São Luís
[https://de.globo.com/ma/maranhao/cidade/sao-luis/], na madrugada desta
sexta-feira (30). A informação é da superintendente do Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
[https://de.globo.com/tudo-sobre/ibama/] (Ibama) no Maranhão, Ciclene Brito.

Segundo Roberto Veloso, coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres
(Cetas) e responsável pelo transporte, algumas aves estavam debilitadas e
apresentavam fraturas nas asas, mas já foram imobilizadas, medicadas e estão
recebendo alimentação diferenciada para acelerar a recuperação (veja o vídeo
acima).

> “Alguns animais chegaram realmente numa condição muito, muito difícil, muitos
> com fraturas. Então, tudo que está a nosso alcance está sendo realizado para
> recuperação dos animais”, disse.

Três das 27 aves resgatadas após queda de árvore morrem durante
transporte ao Maranhão — Foto: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

Três das 27 aves resgatadas após queda de árvore morrem durante transporte ao
Maranhão — Foto: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama)

Ao DE, o médico-veterinário e professor da Universidade Estadual da Região
Tocantina do Maranhão (Uemasul), Leonardo Moreira, contou que acionou o
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para ajudar no
resgate. Ele disse que, inicialmente, suspeitou de um raio, mas o cenário
indicava ventania, já que não havia queimaduras na árvore.

Segundo ele, as aves foram encontradas com diferentes graus de comprometimento.

> “A maioria das aves tinha sinais de fratura, principalmente nas asas, fraturas
> expostas muito graves; outros estavam desorientados, sem reação, com sinais de
> trauma crânio-encefálico ou choque hemorrágico”, afirmou.

Na manhã de quinta-feira (29), as aves foram levadas ao Centro de Triagem de
Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em São Luís. A equipe do centro viajou
durante a noite para receber os animais, que seguem sob cuidados especializados
e poderão ser reintroduzidos na natureza após a recuperação.

Após a queda da árvore, moradores da região recolheram algumas das aves no local
e as levaram para casa. O ICMBio reforça que manter aves silvestres em casa é
crime ambiental.

O órgão orienta que quem ainda estiver com animais resgatados procure a unidade
ambiental mais próxima para realizar a devolução voluntária e contribuir com a
recuperação da fauna atingida.

Cerca de 350 periquitos morreram após a queda — Foto: Ronis Milhomem

Infográfico – mapa de Lajeado Novo, onde 350 periquitos morreram — Foto:
Arte/DE

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