Mulher é resgatada de cárcere privado em pensionato de Londrina, com queimaduras de cigarro

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Mulher mantida em cárcere há 60 dias é resgatada com queimaduras de cigarro, cabelo cortado e sem se alimentar, no Paraná

Vítima disse que saiu do estado de São Paulo para acompanhar o companheiro até Londrina, onde se hospedaram em um pensionato. Homem a deixava presa no quarto e polícia identificou indícios de violência física, psicológica, patrimonial e sexual.

Mulher é resgatada após estar em cárcere privado em pensionato de Londrina

Mulher é resgatada após estar em cárcere privado em pensionato de Londrina

Uma mulher de 35 anos foi resgatada pela Polícia Militar (PM-PR) após ser mantida em cárcere privado por cerca de 60 dias em um pensionato de Londrina, no norte do Paraná. Ela conseguiu pedir ajuda à direção do estabelecimento na tarde de quinta-feira (29), que a deixou acionar a corporação.

Segundo a PM, foram constatados indícios de violência física, psicológica, patrimonial e sexual. Imagens registradas no interior no pensionato mostram o momento em que a vítima e o agressor discutem antes dela conseguir pedir ajuda. Veja acima.

O homem, de 32 anos, fugiu, mas foi encontrado pelos policiais durante a madrugada. Ele foi preso e vai responder pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal.

De acordo com o tenente-coronel Ricardo Eguedis, comandante da PM em Londrina, a vítima contou que é do estado de São Paulo e foi até Londrina para acompanhar o parceiro. Eles ficaram hospedados em um pensionato que fica na rua Maranhão, na área central da cidade.

Na atual, o homem passou a manter a companheira presa dentro do quarto do pensionato, levando a chave inclusive quando saia para trabalhar à noite.

A mulher contou aos policiais que foi agredida com socos e tapas e teve o cabelo cortado pelo agressor. Além disso, ela tinha queimaduras de cigarro pelo corpo e disse ter sido abusada sexualmente.

Conforme o tenente-coronel Ricardo Eguedis, comandante da PM em Londrina, a vítima também relatou que estava sem se alimentar há dois dias, e as refeições feitas anteriormente também eram controladas. Banhos e uso de celular também só podiam ser feitos sob supervisão do companheiro.

“Não havia nenhum respeito à vítima, que acabou ficando à mercê desse homem por condições de dependência emocional, ameaça e violência. Por isso que a gente sempre frisa. Se você conhece alguém, sabe de alguém que está sofrendo qualquer tipo de abuso emocional, sexual, financeiro, por favor, denuncie e não permita que isso aconteça”, disse o comandante.

A Patrulha Maria da Penha levou a vítima para o atendimento médico e, posteriormente, ela foi acolhida pelo Centro de Atendimento de Referência à Mulher (CAM) de Londrina.

O nome da vítima e do agressor não foram divulgados.

O caso será investigado pela Delegacia da Mulher (DDM) de Londrina. Após o acolhimento, a vítima deverá ser encaminhada para a cidade de origem.

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