Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul investiga possível falha em medida protetiva não concedida à vítima do 11º feminicídio do ano no estado. Marlei Fátima Froelick solicitou a medida em 12 de janeiro, porém o pedido foi indeferido pela Justiça e a medida foi concedida um dia antes do crime fatal. A mulher envia um áudio para um amigo uma hora antes de ser morta pelo ex-companheiro no Rio Grande do Sul, com o pai presenciando o crime.
A Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) está investigando uma possível falha no processo de concessão de medida protetiva de urgência no caso de Marlei Fátima Froelick, de 53 anos. Ela foi assassinada a tiros em Novo Barreiro, no Norte do RS, pelo ex-companheiro, um homem de 57 anos. O prazo para essa investigação é de 140 dias, podendo se prolongar dependendo da complexidade do procedimento, informou o Tribunal.
Marlei solicitou a medida protetiva em 12 de janeiro após registrar um boletim de ocorrência contra o agressor na Polícia Civil. Inicialmente, o pedido foi negado, mas o Ministério Público recorreu. No dia anterior ao crime, a medida foi deferida, porém o agressor não foi intimado. A vítima foi surpreendida ao descer do veículo para abrir a porteira de sua propriedade e foi alvejada pelo agressor que estava escondido nas proximidades.
Vilmar Zwirtes, ex-colega de trabalho da vítima, recebeu um áudio na manhã do crime, no qual Marlei menciona um acontecimento e pede ajuda para cuidar dos animais de sua propriedade. Ela não relatou sentir-se ameaçada durante o encontro anterior com Vilmar. O pai da vítima, Abílio Frolick, foi avisado pela filha sobre a presença do ex-companheiro na propriedade e foi buscá-la com uma tia. No momento em que Marlei desce para fechar a porteira, ela é atacada e Abílio também é alvo de disparos.
Com este caso, já são 11 feminicídios registrados no Rio Grande do Sul em 2026. A investigação da Corregedoria do TJRS busca identificar possíveis irregularidades no processo de concessão da medida protetiva à vítima. É essencial uma análise minuciosa do sistema eproc e de todos os trâmites do processo para garantir que não haja falhas que possam resultar em tragédias como a de Marlei Fátima Froelick.




