O líder iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, juntamente com a Europa, de estarem envolvidos no “fomento” dos protestos recentes que abalaram o país. Essas acusações surgem em meio a um contexto de crescentes manifestações e tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Segundo informações repassadas pela Reuters e divulgadas pela CNN Brasil, Donald Trump teria considerado ações militares contra líderes iranianos com o intuito de incentivar revoltas internas no Irã. Apesar disso, autoridades de Israel e de outras nações árabes apontam que apenas o poder aéreo não seria suficiente para derrubar o regime teocrático presente no país.
Masoud Pezeshkian destacou que as intervenções externas contribuíram significativamente para a escalada das tensões no Irã e para o aumento das manifestações populares que tiveram início no final de 2025. Fontes próximas aos Estados Unidos revelaram que Trump buscava criar condições para uma “mudança de regime” após a repressão violenta a um movimento de protesto nacional que resultou em milhares de mortes.
Além disso, o presidente iraniano atribuiu a ampliação da crise não somente a fatores internos, como a insatisfação econômica, mas também às pressões externas exercidas por Washington e Tel Aviv. As tensões entre Teerã e os aliados ocidentais têm se intensificado nos últimos meses, com trocas de acusações e ameaças de retaliação em meio a um cenário volátil.
A situação envolvendo o Irã continua sendo marcada por movimentações diplomáticas e militares. Os Estados Unidos aumentaram sua presença naval na região e discutem possíveis respostas a ações iranianas, enquanto os líderes europeus também estão sob críticas de Teerã por seu suposto envolvimento nas dinâmicas dos protestos.
As declarações de Masoud Pezeshkian devem influenciar significativamente as relações entre o Irã e as potências ocidentais nos próximos meses. O cenário apresenta-se delicado e incerto, com a possibilidade de mais manifestações populares e ações políticas e militares desencadeadas por essa complexa rede de interesses e conflitos na região. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos desses acontecimentos, atentos às possíveis repercussões globais.




