Pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha da morte de cão Orelha.

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Polícia descarta que adolescentes suspeitos da morte do cão Orelha tenham tentado afogar cão Caramelo

Quatro adolescentes são suspeitos de agredir Orelha na Praia Brava, em Florianópolis. Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por coagir uma testemunha durante as investigações.

Cão Orelha: pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que descarta que os quatro adolescentes identificados como suspeitos de maus-tratos contra o cão comunitário Orelha, que morreu após as agressões na Praia Brava, em Florianópolis, tentaram afogar outro cachorro na praia.

Caramelo, como é chamado, costumava andar ao lado de Orelha e foi adotado.

Ainda de acordo com o delegado Renan Balbino, da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), um dos quatro adolescentes inicialmente apontados como suspeitos de participar das agressões contra Orelha já foi ouvido e negou que estivesse na Praia Brava no momento do crime. A princípio, a participação dele no caso estaria descartada.

Orelha morreu após ser espancado no início de janeiro. As agressões só chegaram oficialmente ao conhecimento da Polícia Civil no dia 16. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam na praia, socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Os outros adolescentes suspeitos devem ser ouvidos na próxima semana. As oitivas ainda não têm data definida, mas ocorrerão com a presença de um responsável legal, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A participação de um advogado é facultativa.

A Polícia Civil analisa cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região da Praia Brava, registradas no período em que as agressões teriam ocorrido. Um relatório complementar de investigação está em elaboração e deve ajudar a esclarecer o caso.

Os adolescentes também são investigados por possível envolvimento em outros atos ilícitos registrados neste mês na região, como furto de bebida alcoólica, danos ao patrimônio e perturbação do sossego. Cada caso será apurado separadamente, em autos próprios de apuração de ato infracional.

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