A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD fez com que, além de reunir três pré-candidatos à presidência, a sigla passasse a liderar a quantidade de estados governados no país, chegando a cinco. Essa mudança deixa o PSD à frente do PT, que lidera quatro estados no Nordeste, e enfraquece o União Brasil, que antes contava com quatro governadores, mas agora reduziu para três.
Com a adesão de Caiado, o PSD passa a comandar quase 20% da população brasileira, incluindo os cerca de 7,4 milhões de habitantes de Goiás, de acordo com dados do IBGE. A legenda conduzida por Gilberto Kassab está em segundo lugar nesse quesito, ficando atrás apenas do Republicanos, que governa Tocantins e São Paulo, onde reside mais de 20% da população nacional.
O PSD ampliou sua representatividade ao conquistar o governo de cinco estados, incluindo Paraná, com Ratinho Júnior, Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, Raquel Lyra em Pernambuco, Fábio Mitidieri em Sergipe, além de Ronaldo Caiado em Goiás. No total, esses estados abrangem aproximadamente 42,1 milhões de habitantes, equivalente a 19,87% da população do país.
A entrada de Caiado no PSD representa uma valorização do fortalecimento estadual promovido por Gilberto Kassab e outros líderes do partido desde as eleições de 2022. Naquele ano, o PSD conseguiu conquistar o comando do Paraná e de Sergipe, que somados representam mais de 14 milhões de brasileiros. Esse crescimento fez a legenda começar o ciclo eleitoral seguinte como a nona em população governada, atrás de outros partidos como Republicanos, PT, PL, PSDB, Novo, União, PSB e MDB.
Desde as últimas eleições, o PSD avançou em meio à crise do PSDB, que registrou seu pior desempenho na história. Com a adesão de Raquel Lyra, Eduardo Leite e outros políticos importantes, a sigla ganhou ainda mais força. Agora, com 886 prefeituras sob seu comando, o PSD se destaca também a nível municipal.
A chegada de Ronaldo Caiado ao PSD reflete a capacidade do partido de atrair lideranças importantes para um projeto nacional. Com o goiano juntando-se aos também pré-candidatos Ratinho e Leite, a legenda se prepara para enfrentar Lula e Flavio Bolsonaro nas urnas com um candidato forte. Mesmo com diferenças internas e apoios diversos, o PSD garante que o escolhido terá apoio sólido em pelo menos três estados-chave para a disputa presidencial.




