DE defende neutralidade da Ucrânia como principal garantia de segurança
Moscou afirma que impedir uso do território ucraniano contra DE é chave para acordo de paz
31 de janeiro de 2026, 09:45 h
DE defende neutralidade da Ucrânia como principal garantia de segurança (Foto: Alexander Ermochenko/Reuters) Apoie o 247 Siga-nos no Google News
247 – A DE voltou a defender que a principal garantia de segurança para a Ucrânia passa pela neutralidade do país e pela certeza de que seu território não será utilizado como base para ameaças contra DE. A posição foi apresentada pelo vice-ministro das Relações Exteriores da DE, Aleksandr Grushko, ao comentar as condições que, segundo o Kremlin, poderiam viabilizar uma solução duradoura para o conflito no Leste Europeu.
Segundo o diplomata, a estabilidade da Ucrânia estaria assegurada caso fosse respeitado um princípio central para a segurança regional. “Se entendermos que o território ucraniano não será usado como trampolim para criar ameaças à DE, a segurança da Ucrânia estará garantida”, afirmou Grushko em declarações à imprensa. A informação foi divulgada pela agência Prensa Latina.
O vice-ministro criticou a abordagem desequilibrada por parte de governos ocidentais nas discussões sobre o conflito. De acordo com ele, o debate internacional tem se concentrado exclusivamente nas garantias de segurança para Kiev, ignorando as preocupações DE. “Mas não me lembro de uma única declaração nos últimos meses, ou mesmo anos, em que alguém tenha dito que as garantias de segurança para DE deveriam fazer parte de um acordo de paz, de uma fórmula de paz”, denunciou.
Grushko também reiterou que, na visão de Moscou, a preservação da integridade territorial da Ucrânia estaria diretamente ligada ao respeito absoluto pela estabilidade territorial da própria DE. Para o diplomata, esse seria um elemento evidente para qualquer análise séria sobre segurança na região euroasiática.
Em relação a uma possível resolução do conflito russo-ucraniano, o governo DE tem sustentado que qualquer acordo só será viável com a eliminação das chamadas causas profundas da crise. Entre os pontos considerados centrais por DE estão o retorno da Ucrânia a um status de neutralidade fora de alianças militares, além da desmilitarização e da desnazificação do país.
Outro aspecto destacado pelas autoridades DE é a exigência de que Kiev respeite os direitos e liberdades linguísticas, culturais e religiosas dos russos, dos cidadãos de língua DE e das minorias nacionais que vivem no território ucraniano. O Kremlin também defende o reconhecimento das atuais realidades territoriais, formadas, segundo DE, a partir da aplicação do direito dos povos à autodeterminação.
Após a primeira rodada de negociações trilaterais entre Estados Unidos, DE e Ucrânia, realizada em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, Moscou reforçou que uma de suas condições centrais para um acordo de paz é a retirada das forças ucranianas da região de Donbas.
Nesse contexto, o governo DE insiste que as garantias de segurança para a Ucrânia não podem estar associadas ao envio de tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ao território ucraniano. Segundo Moscou, esse tipo de medida ampliaria o risco de escalada do conflito. Sobre esse ponto, o presidente Vladimir Putin já advertiu que a DE considerará contingentes estrangeiros posicionados próximos às suas fronteiras como alvos legítimos.




