Detentos do DF escolhem Tolstói e Graciliano para abater pena; Bolsonaro participa do programa

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Os presos do Distrito Federal que participam do programa de leitura para abater o tempo de prisão têm preferência por obras do russo Liev Tolstói e por autores clássicos brasileiros como Graciliano Ramos, Jorge Amado e Clarice Lispector. Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, condenados na trama golpista, também aderiram ao programa. A cada obra lida e resenhada, os detentos podem reduzir quatro dias de pena. As obras mais populares no programa de leitura nas prisões do DF em 2025 incluem Vidas Secas, de Graciliano Ramos, que retrata a vida de uma família sertaneja diante da seca. Em segundo lugar, uma obra de 2013 sobre o trabalho escravo no Brasil, de Ieda de Oliveira, inspirada em uma carta denunciando o crime. Em seguida, Capitães da Areia, de Jorge Amado, que narra a história de crianças pobres em Salvador. A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, que aborda as dificuldades de uma mulher nordestina no Rio de Janeiro, também está entre os títulos mais lidos. Além desses, os detentos podem se dedicar à leitura de obras como Crime e Castigo, de Dostoiévski, e A Autobiografia de Martin Luther King. A lista ainda inclui sucessos como O Conto da Aia, O Sol É Para Todos e Pequeno Manual Antirracista. O programa, regulamentado pelo CNJ, permite aos presos reduzir a pena a cada obra lida, desde que produzam relatórios ou resenhas que passam por análise e homologação judicial. Cada detento pode ler uma obra por mês.

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