Os governos do Oriente Médio têm intensificado suas articulações nos últimos dias para tentar conter a escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Diante da retórica belicista de Washington, houve um aumento significativo nos contatos diplomáticos na região. Essa movimentação surge como resposta às preocupações geradas pela possibilidade de uma agressão dos EUA contra o Irã, em meio a um cenário de crescentes tensões militares.
De acordo com informações da agência Prensa Latina, autoridades iranianas têm confirmado avanços em iniciativas de diálogo com os Estados Unidos. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, anunciou em uma rede social que a formulação de um plano de negociações está em andamento. Além disso, Larijani esteve em Moscou recentemente para se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, que ressaltou a importância do diálogo e alertou para os riscos de um novo conflito na região.
As sinalizações de contato também partiram do presidente dos Estados Unidos, que em entrevista à Fox News mencionou que os dois países estão em conversações. Donald Trump afirmou que estão tentando algo, mas que aguardam para ver os resultados dos diálogos. Enquanto isso, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, tem mantido conversas com líderes regionais, reiterando a disposição de Teerã para uma solução negociada e deixando claro que não buscam a guerra, mas estão prontos para responder a um ataque.
O Egito, por sua vez, tem se empenhado em intensificar consultas diplomáticas para tentar conter a crise e diminuir as tensões na região. O ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatty, realizou conversas com autoridades do Irã, Turquia, Omã e Catar, bem como dialogou com o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio. De acordo com as informações do jornal Asharq al-Awsat, o Egito defende a negociação como o melhor caminho para resolver os desafios enfrentados na região e incentiva a criação de canais diretos de comunicação entre Teerã e Washington.
O aumento da movimentação diplomática na região reflete a preocupação dos governos com a possibilidade de uma escalada de conflitos entre os Estados Unidos e o Irã. Os esforços para evitar um cenário de guerra têm sido intensificados, com líderes regionais buscando maneiras de promover o diálogo e encontrar soluções pacíficas para as tensões existentes. A criação de canais de comunicação direta entre os países envolvidos é vista como uma medida importante para garantir a estabilidade e evitar um conflito armado que poderia trazer consequências desastrosas para toda a região.




