Mais mulheres procuram MPCE após prisão de médico por suspeita de assédio sexual em Quixadá
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) confirmou que algumas mulheres buscaram o órgão para relatar casos de assédio sexual envolvendo um médico e ex-professor universitário em Quixadá. Ainda não é possível afirmar se houve de fato crimes, mas o MP se comprometeu a investigar cada denúncia de forma sigilosa. Por outro lado, a defesa do médico afirmou que não teve acesso a nenhum procedimento relacionado às novas denúncias.
Após a prisão do médico por suspeita de assédio sexual a uma aluna, pelo menos quatro mulheres procuraram o MPCE para prestar depoimentos. As informações foram confirmadas pelo Ministério Público, que garantiu ouvir cada uma das mulheres e investigar os relatos de forma discreta.
No entanto, é importante ressaltar que houve uma correção em relação à informação de que o médico teria sido preso suspeito de abusar sexualmente de uma aluna. Na realidade, ele foi detido por suspeita de assédio sexual à aluna. A correção foi feita após o equívoco do veículo de notícias original.
A defesa de Yuri Portela, profissional envolvido no caso, alega não ter tido acesso a quaisquer procedimentos relacionados às novas denúncias divulgadas pela imprensa. O advogado afirmou que, assim que tiver acesso aos autos, analisará o conteúdo para se posicionar de forma adequada diante dos fatos, respeitando o princípio da presunção de inocência.
Yuri Portela, médico e ex-professor universitário, foi preso pela suspeita de assédio sexual e violência psicológica contra uma aluna em Quixadá, onde os crimes teriam ocorrido. A ordem de prisão foi fundamentada em indícios de que o docente utilizava sua posição para constranger a aluna a manter relações sexuais, oferecendo vantagens acadêmicas em troca.
Para denunciar violência sexual, é essencial buscar apoio em Delegacias de Defesa da Mulher ou até mesmo na delegacia mais próxima. O boletim de ocorrência pode ser feito de forma presencial ou, em alguns casos, pela Delegacia Eletrônica. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher (número 180) oferece suporte e orientações para encaminhar as vítimas aos serviços adequados. A Defensoria Pública do Estado também é uma opção para solicitar medidas protetivas e apoio jurídico e psicológico.




