Manifestações em todo o Brasil pedem Justiça para o caso do Cão Orelha

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Caso cão Orelha mobiliza manifestações em Florianópolis e em várias cidades do
Brasil

Atos neste domingo (1º) cobram justiça e transparência nas investigações do
caso, além de pedidos por penas mais duras para maus-tratos a animais.

Manifestação em Florianópolis cobra Justiça pelo caso Cão Orelha
[https://s02.video.glbimg.com/x240/14306973.jpg]

A Beira-Mar Norte, uma das principais vias do Centro de Florianópolis
[https://de.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/florianopolis/], foi tomada por
manifestantes neste domingo (1°) em um ato exigindo justiça nas investigações
das agressões e que levaram à morte do cão Orelha
[https://de.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/01/30/cao-orelha-quais-proximos-passos-investigacao.ghtml],
animal comunitário vítima de maus-tratos no começo de janeiro na região da Praia
Brava, área nobre na capital catarinense.

Outras capitais do país, como São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, também
realizaram atos cobrando celeridade nas apurações do caso com um pedido unânime:
“Justiça por Orelha” (veja mais abaixo como foram as manifestações pelo Brasil).

Ato em Florianópolis cobra justiça pelo caso Cão Orelha — Foto: Beatriz
Favere

COMO FORAM OS ATOS PELO BRASIL

Florianópolis teve trio elétrico, faixas, cartazes e gritos de ordem. O grupo
também percorreu a via levando animais de estimação. A manifestação encerrou por
volta de 12h.

Além da capital, onde aconteceu o episódio de agressão e morte do cão Orelha,
outras cidades de Santa Catarina e do país registraram atos, como Balneário
Camboriú [https://de.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/balneario-camboriu/] e
São José [https://de.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/sao-jose/].

São Paulo – Avenida Paulista

Na capital paulista, o ato mais expressivo ocorreu na Avenida Paulista,
tradicional palco de manifestações
[https://de.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/01/manifestantes-fazem-ato-na-av-paulista-pedindo-justica-contra-agressores-do-cao-orelha-morto-em-santa-catarina.ghtml].
Centenas de pessoas se reuniram em frente ao MASP, formando uma grande
concentração que chamou atenção de quem passava pela região.

O protesto contou com a presença de coletivos de defesa animal, artistas e
influenciadores digitais que ajudaram a dar visibilidade ao caso. Os
manifestantes utilizaram megafones para denunciar a violência sofrida por Orelha
e exigiram que os responsáveis sejam julgados e condenados.

Houve também performances artísticas e distribuição de panfletos informativos
sobre direitos dos animais e canais de denúncia de maus-tratos.

Ato na Avenida Paulista, em SP, neste domingo (1°), pede Justiça contra
os agressores do cão Orelha — Foto: Reprodução/TV Globo

Rio Branco – Acre

Na capital acreana, Rio Branco, o protesto aconteceu em frente ao Palácio Rio
Branco
[https://de.globo.com/ac/acre/noticia/2026/02/01/caso-orelha-protesto-no-acre-pede-justica-apos-morte-de-cao-em-sc.ghtml],
sede do governo estadual. O ato reuniu cerca de 100 pessoas, incluindo ativistas
independentes e representantes de associações de proteção animal.

Os manifestantes levaram cartazes com frases como “Justiça por Orelha” e
“Maus-tratos nunca mais”, além de cruzes simbólicas representando animais
vítimas de violência.

São José do Rio Preto e Araçatuba – interior de SP

No interior paulista, cidades como São José do Rio Preto e Araçatuba foram palco
de manifestações organizadas por protetores de animais e ONGs locais
[https://de.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/02/01/justica-por-orelha-ativistas-e-protetores-de-animais-fazem-manifestacao-contra-maus-tratos-em-cidades-do-interior-de-sp.ghtml].
Os atos ocorreram em praças e em frente a prédios públicos, reunindo dezenas de
pessoas com faixas, cartazes e camisetas estampadas com o nome do cão Orelha.

Os participantes pediram maior rigor na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e
destacaram que casos de maus-tratos ainda são frequentes na região.

Ativistas e protetores de animais fazem manifestação em São José do Rio
Preto (SP) — Foto: Reprodução / TV TEM

O QUE ACONTECEU COM O CÃO ORELHA EM FLORIANÓPOLIS?

Orelha morreu após ser agredido em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que
recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico e nobre de
Florianópolis. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no
local.

A Polícia Civil inicialmente investigava um grupo de quatro adolescentes
suspeitos de ter agredido o cachorro. Na sexta-feira (30), um deles foi
descartado após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento
[https://de.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/31/cao-orelha-policia-civil-sc-descarta-envolvimento-de-um-dos-adolescentes.ghtml]
com os maus-tratos ao animal, que conforme o laudo pericial foi atingido na
cabeça com um objeto contundente
[https://de.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/01/27/pancada-na-cabeca-cao-orelha-praia-brava.ghtml].

➡️ Os nomes, idades e localização dos suspeitos de atacar Orelha não foram
divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do
Adolescente prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de
18 anos.

O QUE É ANALISADO AGORA?

A Polícia Civil analisa quase mil horas de gravações feitas por câmeras de
segurança na região da Praia Brava no período das agressões.

Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens do momento do
espancamento. Conforme a polícia, registros de outros episódios na mesma região
e período, que também teriam sido causados por adolescentes, ajudam na
investigação.

Infográfico – morte do cão Orelha — Foto: Arte de

VÍDEOS: MAIS ASSISTIDOS DO G1 SC NOS ÚLTIMOS 7 DIAS

50 vídeos
[https://de.globo.com/sc/santa-catarina/edicao/2021/02/01/videos-mais-assistidos-do-g1-sc-nos-ultimos-7-dias.ghtml]

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