Saiba quem é o ex-prefeito que culpou a bebida e alegou ‘química sexual’ após ser acusado de estupro
Ministério Público de SP denunciou Ademário da Silva Oliveira. Conforme o documento apresentado à 3ª Vara Judicial de Cubatão (SP), ele teria empurrado a mulher para uma cabine, levantado o vestido e passado a mão nos seios dela. A defesa nega o crime.
Ademário Oliveira, ex-prefeito de Cubatão, foi denunciado por estupro — Foto: Divulgação e Reprodução/Instagram
O ex-prefeito de Cubatão, Ademário da Silva Oliveira, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) por estupro contra uma servidora pública. Nas redes sociais, o ex-chefe do Executivo, de 53 anos, se apresenta como um homem casado, pai e avô.
Conforme relatado na denúncia, o crime teria ocorrido em outubro de 2020, quando Oliveira estava no último ano de seu primeiro mandato como prefeito. O processo corre sob segredo de Justiça e a vítima não será identificada. A defesa do ex-chefe do Executivo afirma que ele é inocente.
Filiado ao PSDB, Ademário disputou a vereança em Cubatão em 2000 e 2004, ficando como suplente nas duas ocasiões. Em 2008, tentou novamente sem sucesso, mas quatro anos depois foi o vereador mais votado da cidade, nas eleições de 2012.
Em 2016, Ademário disputou pela primeira vez a Prefeitura de Cubatão e venceu com 41,53% dos votos válidos, sendo reeleito em 2020 com 41,50%. Sem poder concorrer a um terceiro mandato consecutivo, em 2024 conseguiu eleger como sucessor César Nascimento (PSD).
Durante os mandatos, Ademário se envolveu em denúncias. Em 2020, por exemplo, a Ordem dos Advogados do Brasil desmentiu o então prefeito, afirmando que ele se apresentava como advogado nas redes sociais, embora tivesse apenas graduação em Direito e registro como estagiário na OAB, válido de 2006 a 2008.
Dois anos depois, um relatório da Polícia Federal apontou irregularidades em um contrato de 2017 entre a Prefeitura de Cubatão e a Organização Social Instituto de Medicina, Saúde e Vida (IMSV). Segundo o documento, R$ 2,7 milhões foram desviados dos cofres públicos.
Em 2022, a Câmara Municipal rejeitou dois pedidos de impeachment contra Ademário: um por ofensas e acusações de irregularidades contra o vice-prefeito e um vereador, e outro por suposto crime de responsabilidade ao usar espaço público e crianças em propaganda pré-eleitoral. Ambos foram arquivados.




