Bares de samba no Bixiga, SP, são fechados com tijolos pela prefeitura: entenda as medidas legais a serem tomadas.

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Bares de samba são lacrados com tijolos pela prefeitura no Bixiga, no Centro de SP

Sirigoela e Bar do Jackson foram emparedados em operação que fiscalizou estabelecimentos da região na última sexta-feira (30).

Dois bares de samba tradicionais situados no Bixiga, área central de São Paulo, foram lacrados pela prefeitura durante uma ação de fiscalização realizada na última sexta-feira (30). De acordo com a administração Ricardo Nunes (MDB), a medida foi decorrente de queixas dos moradores.

Os estabelecimentos que sofreram o fechamento são o Bar do Jackson, localizado na Rua Conselheiro Carrão, e o Sirigoela, na Rua Treze de Maio. Ambos tiveram suas entradas bloqueadas com tijolos.

Em um vídeo ao vivo nas redes sociais, Tom Sampaio, proprietário do Sirigoela, mencionou que essa foi a segunda vez que a prefeitura aplicou a medida no local. Na primeira vistoria, em agosto de 2025, o Programa do Silêncio Urbano (Psiu) identificou níveis de ruído acima do permitido e multou o estabelecimento.

Na ocasião anterior, os agentes solicitaram a licença de funcionamento, e o bar apresentou uma licença temporária, que foi aceita sem solicitações adicionais. Entretanto, na inspeção mais recente, de acordo com Sampaio, o mesmo documento foi recusado pelo fiscal.

O dono do Sirigoela também ressaltou que adotou diversas medidas para minimizar os impactos na vizinhança desde a abertura, em julho de 2024. Dentre as ações realizadas, ele mencionou a redução do volume do som em cerca de 30% em relação ao original, ajustes nos horários de funcionamento e modificações para melhorar a circulação de veículos na região. Ele reconheceu que, por se tratar de um bar a céu aberto, há limitações para a instalação de isolamento acústico.

Tom Sampaio afirmou ainda que o Bixiga tem historicamente uma vida boêmia intensa e que o bar procurou seguir as normas e dialogar com a comunidade.

Após o fechamento, a operação do grupo foi relocada temporariamente para outro estabelecimento, o Candeia, enquanto são tomadas medidas legais para reverter a situação o mais rápido possível.

Em comunicado, a Secretaria Municipal das Subprefeituras (Smsub) informou que o bar localizado na Rua Treze de Maio foi lacrado por não apresentar a licença de funcionamento após ter sido notificado para regularização. A administração de Ricardo Nunes ainda alegou ter recebido múltiplas reclamações dos moradores e de organizações públicas, especialmente relacionadas a ruídos acima do permitido.

Para reabrir, segundo a prefeitura, os responsáveis pelo Sirigoela precisam realizar adaptações no local, tanto estruturais quanto elétricas.

No caso do Bar do Jackson, a prefeitura explicou que o fechamento ocorreu devido ao descumprimento de uma ordem de fechamento administrativo emitida em 6 de dezembro de 2024. Após a constatação, foi aplicada uma nova multa e registrado um boletim de ocorrência. A reabertura está condicionada à regularização da acústica e à obtenção de uma nova licença.

Durante a operação de sexta-feira, que envolveu diversas entidades, como a Subprefeitura da Sé, o Psiu, a Guarda Civil Metropolitana (GCM), a Vigilância Sanitária, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e as polícias Militar e Civil, foram realizadas medições de ruído, verificação da validade dos alvarás de funcionamento e a fiscalização de possíveis casos de comércio irregular.

Como resultado da ação, foram emitidas três autuações, seis apreensões relacionadas ao comércio irregular e dois termos de orientação pela falta do Termo de Permissão de Uso (TPU) para mesas e cadeiras.

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