A greve dos rodoviários de São Luís e da Região Metropolitana chega ao 4º dia mesmo após ordem judicial para manter 80% da frota em operação. A paralisação afeta cerca de 700 mil usuários, que enfrentam longas esperas e filas para embarcar em vans e ônibus alternativos em avenidas movimentadas da capital. Escolas públicas e privadas suspenderam as aulas, e carros por aplicativo têm aumentado na procura devido à dificuldade de deslocamento.
A categoria dos rodoviários reivindica um aumento salarial de 12%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. Com o descumprimento da liminar, o Sindicato dos Rodoviários recebeu uma multa diária de R$ 70 mil pelo TRT. Uma audiência de mediação entre o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão e o Sindicato das Empresas de Transporte terminou sem acordo.
Durante a manhã desta segunda-feira, passageiros enfrentaram dificuldades e usuários relatam que as corridas por aplicativo ficaram mais caras. A empresa Expresso Rei de França já havia suspendido serviços devido a atrasos nos pagamentos de salários. A SMTT informou que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público está em dia, e vouchers para corridas por aplicativo foram liberados aos usuários.
A MOB esclarece que o subsídio estadual está sendo pago regularmente e que questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras. A agência segue em diálogo com os sindicatos para contribuir com a retomada do serviço. Diante da situação, espera-se que empresários e rodoviários alcancem um acordo o mais breve possível para restabelecer a regularidade do serviço de transporte público à população.




