A candidatura de Michelle Bachelet, duas vezes presidenta do Chile, à Secretaria Geral da ONU foi oficializada pelo presidente Gabriel Boric. O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa no Palácio de La Moneda, onde Boric destacou o apoio de Brasil e México à candidatura da ex-mandatária. Com o respaldo dos dois países, Bachelet se torna a candidata de três nações sul-americanas.
Durante o anúncio, Boric expressou gratidão pelo apoio dos presidentes Lula e Sheinbaum, ressaltando a importância de a América Latina ter voz na governança global. Caso seja eleita, Bachelet será a primeira mulher a liderar a ONU e a segunda pessoa da região a ocupar o cargo de secretário geral do organismo multilateral, após Javier Pérez de Cuéllar. A ex-presidente se disse honrada com a indicação de três nações e afirmou que isso demonstra a relevância da organização para a América Latina.
A experiência de Bachelet, incluindo sua passagem pela ONU Mulheres e pela Alta Comissariada para os Direitos Humanos, foi um dos motivos que levaram México e Brasil a apoiarem sua candidatura. Além disso, a afinidade ideológica entre os governos de Lula, Sheinbaum e Boric também contribuiu para essa decisão unânime em torno do nome da chilena. O anúncio da postulação de Bachelet foi feito por Boric em setembro de 2025, durante seu discurso na Assembleia da ONU, onde destacou a importância de devolver credibilidade e eficácia à organização.
Bachelet se pronunciou sobre o desafio, destacando seu compromisso em fortalecer as ferramentas do multilateralismo em meio a um contexto geopolítico desafiador. Ela enfatizou a necessidade de modernizar a ONU e afirmou que a organização é o espaço mais importante do mundo para encontro, diálogo e busca por soluções comuns. Com o apoio de Brasil e México, Bachelet se prepara para a jornada de se tornar a líder da ONU, uma posição que pode marcar a história da região e do mundo.




