Lula manifesta apoio a Michelle Bachelet: ‘é hora da ONU ser comandada por uma mulher’
O atual presidente defendeu, de maneira oficial, o nome da ex-presidente Chilena, Michelle Bachelet, para liderar a Organização das Nações Unidas (ONU) em um momento crítico de crise no sistema multilateral. A notícia foi divulgada em 02 de fevereiro de 2026, às 12:22 h. Michelle já figura como pré-candidata, mas agora formalizou sua inscrição para suceder António Guterres como secretária-geral da ONU após seu mandato finalizar no final do ano.
Lula ressaltou a importância de Michelle Bachelet assumir o cargo, destacando a trajetória política e institucional da ex-presidente chilena. Ele elogiou sua atuação como a primeira mulher a presidir o Chile por duas vezes, bem como ocupar cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. Além disso, ele ressaltou o papel decisivo de Bachelet na criação e consolidação da ONU Mulheres, e seu trabalho como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.
O presidente brasileiro destacou que a experiência, liderança e compromisso de Bachelet com o multilateralismo a tornam uma candidata qualificada para conduzir a ONU em tempos de conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos. Ele ressaltou que a sucessão ocorre em um dos momentos mais críticos enfrentados pela organização desde o pós-guerra, em meio a pressões externas, incluindo a proposta de criação de um órgão paralelo às Nações Unidas pelo presidente dos Estados Unidos.
Além de enfrentar outros candidatos latino-americanos na disputa, como Rebeca Grynspan e Rafael Grossi, Michelle Bachelet conta com o apoio do Brasil e do México. O presidente chileno Gabriel Boric também comemorou o lançamento oficial da candidatura de Bachelet, destacando a importância de sua representatividade para a América Latina e o Caribe na construção de soluções coletivas para os desafios atuais.
Diante dessa conjuntura, a decisão de Lula em apoiar Michelle Bachelet reforça a importância de uma liderança feminina na condução de uma das principais organizações internacionais. A candidatura de Bachelet representa não só uma oportunidade para a ONU, mas também uma esperança compartilhada por diversos países em busca de soluções para os problemas globais enfrentados atualmente. É um passo significativo em direção a um mundo mais inclusivo e equitativo.




