O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou que não há motivos para inviabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter se encontrado com o proprietário do Banco Master. Rui Costa ressaltou a importância de Lula ouvir diferentes setores da sociedade, incluindo representantes de instituições financeiras. Segundo o ministro, é fundamental que um presidente governe de maneira democrática, ouvindo diversos segmentos, como financeiro, produtivo e de movimentos sociais. Rui Costa enfatizou que a agenda do presidente Lula é marcada por uma ampla gama de encontros. Em relação aos encontros com representantes econômicos, Rui Costa afirmou que Lula recebe todos os atores do setor para discutir questões institucionais, sem distinção entre banqueiros, empresários e movimentos sociais. O ministro citou exemplos de encontros entre Lula e presidentes de bancos, empresários industriais, do agronegócio, do MST e outros. Em um evento fora da agenda em dezembro de 2024, Lula e Gabriel Galípolo, então diretor do Banco Central, se encontraram com Vorcaro, onde o dono do Master expressou preocupações sobre a concentração bancária no Brasil. Rui Costa disse que não cabe a ele avaliar a condução do BC em relação ao caso do Master, destacando a expertise dos técnicos da instituição. O ministro defendeu a autonomia do Congresso em decidir sobre a instalação de uma CPI para investigar as fraudes no Banco Master, enfatizando que o Executivo está focado em investigações administrativas por meio do BC, da PF e de outras polícias investigativas.




