Motorista de aplicativo que matou dois passageiros no Paraná disse que briga
aconteceu fora do carro após ele voltar para entregar bolsa esquecida
De acordo com o delegado, uma das testemunhas tentou sacar a arma durante o
confronto e a outra atacou o motorista com uma faca. Em seu depoimento, o motorista
informou que foi nesse momento que ele disparou contra os dois.
O motorista de aplicativo que matou passageiros revelou que a briga teve início por causa
de cerveja derramada. Ele contou que, ao retornar ao carro para entregar a bolsa
esquecida, percebeu que os passageiros haviam derrubado cerveja na viagem.
Em seu relato à polícia, o motorista também alegou que os passageiros reagiram mal às
reclamações sobre a cerveja. O confronto começou após ele mencionar a situação de forma
desagradável. As informações foram fornecidas pelo delegado Ricardo Moraes.
A defesa do motorista destacou que ele agiu de boa-fé ao retornar para entregar a bolsa.
As vítimas, identificadas como Adriano Lima dos Santos, de 20 anos, e Jeferson Lima dos
Santos, de 30, foram sepultadas na segunda-feira. O motorista foi preso, mas liberado
após a audiência de custódia.
Segundo o delegado, o motorista alegou legítima defesa por ter sido atacado durante a
briga. Ele foi autuado pelos crimes de homicídio e porte irregular de arma de fogo. O
nome do motorista não foi divulgado.
A Polícia Civil do Paraná relatou que o motorista transportava três passageiros, incluindo
os irmãos falecidos, entre os bairros Padre Ulrico e Cantelmo. Os passageiros desembarcaram
esquecendo uma bolsa no veículo, e a situação se complicou quando o motorista percebeu a
cerveja derramada.
Após uma reação negativa dos passageiros, o motorista disse que se viu obrigado a agir em
legítima defesa. Um dos irmãos teria tentado sacar uma arma, enquanto o outro o atacou com
uma faca. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná.
A defesa do motorista enfatizou que ele agiu para proteger sua própria vida diante de uma
ameaça real. O advogado expressou confiança na justiça e na absolvição do acusado por
legítima defesa. O acusado permanece à disposição das autoridades para colaborar com a
investigação.




