Mulher de 49 anos encontrada morta em Praia Grande tinha passagens na polícia; detalhes

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Mulher encontrada morta perto de lixão tinha passagens na polícia; veja

Monica Bragaia já foi acusada de agressão, ameaça e dano ao patrimônio, mas nunca chegou a ser condenada.

Mulher é achada morta em Praia Grande

Monica Bragaia, a mulher de 49 anos encontrada morta próxima a um lixão em Praia Grande, no litoral de São Paulo, tinha passagens pela polícia. Conforme apurado pelo De, ela já foi acusada de ameaça, lesão corporal e dano ao patrimônio, mas nunca chegou a ser condenada.

Monica foi encontrada sem vida no domingo (25), na calçada da Avenida dos Trabalhadores, no bairro Sítio do Campo. Segundo o boletim de ocorrência, não havia sinais de violência. A mulher não estava com documentos, mas foi identificada pelo pai, de 80 anos.

Em depoimento à polícia, o idoso disse que Monica era usuária de drogas e vivia em situação de rua há cerca de seis anos. Um amigo relatou que ela se transformou por conta da dependência química.

Conforme apurado pelo De, há boletins de ocorrência contra Monica desde 2010. No entanto, os inquéritos foram arquivados e não consta movimentação dela no Sistema de Administração Penitenciária (SAP).

O último registro policial envolvendo Monica antes de sua morte é de abril de 2025. Na ocasião, uma representante de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) informou que ela fugiu do hospital ainda em tratamento médico, sem condição de alta.

Conforme o boletim de ocorrência, Monica precisava de avaliação bucomaxilofacial devido à suspeita de fratura nasal. Ela fugiu acompanhada de outro paciente, que aguardava vaga na ala de psiquiatria.

O De apurou que Monica já havia sido denunciada por ameaça, lesão corporal e dano ao patrimônio em Praia Grande.

Em junho de 2013, um comerciante procurou a Polícia Civil dizendo que Monica agrediu a esposa dele. Ele relatou que a agressora morava na parte de cima do sobrado onde funcionava sua marcenaria.

Ainda segundo o relato, um dia após a agressão, Monica jogou copos de vidro na direção do carro dele. Os objetos não atingiram o veículo, mas ao retornar ao local, o comerciante percebeu que o toldo da marcenaria estava danificado.

Três meses depois, Monica foi acusada de invadir a casa de um operador de loja e ameaçar a esposa dele. Segundo o registro policial, a mulher estava em aparente estado de desequilíbrio emocional e chegou a danificar a porta do apartamento.

Na ocasião, a Polícia Militar (PM) foi acionada e encaminhou Monica para um hospital, onde ela foi medicada.

O De também obteve acesso a um boletim de ocorrência de outubro de 2014. O registro cita uma briga com agressões entre Monica e o pai dela. Na época, os dois foram orientados sobre o prazo para representação criminal.

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