Uma tragédia abalou a comunidade da Malvina, em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no último domingo (1º). Uma manicure de 41 anos, identificada como Tatiany Brandão Cruz, foi vítima de um ataque a tiros que resultou em sua morte. Além dela, dois idosos também foram baleados durante a ação criminosa. A Polícia Civil está investigando se as vítimas foram alvejadas em meio a uma disputa entre facções criminosas rivais que buscam o controle do território local.
De acordo com relatos de testemunhas, Tatiany estava realizando o trabalho de manicure para uma cliente, no portão de sua residência, quando foi atingida na cabeça durante o confronto armado. Ela foi socorrida e levada inicialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Irajá e posteriormente transferida para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Infelizmente, a manicure não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.
No dia seguinte ao trágico episódio, os moradores da comunidade da Malvina se mobilizaram em um protesto na Avenida Monsenhor Félix, exigindo mais segurança na região e justiça pela morte de Tatiany. Faixas e cartazes foram exibidos durante o protesto, demonstrando a revolta e a preocupação da população local com a violência que assola a região.
Além da morte de Tatiany, outros dois moradores foram feridos no tiroteio. Sebastião Gomes Valadão, de 72 anos, e João dos Santos, de 71, foram alvejados e levados ao Hospital Estadual Carlos Chagas. Enquanto João recebeu alta médica, Sebastião permanece internado, mas seu estado de saúde é estável, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
A suspeita é de que o ataque esteja relacionado a uma disputa entre integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP), conforme relatado em redes sociais. A Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar os responsáveis pelo tiroteio e esclarecer os fatos. Até o momento, não há informações sobre suspeitos detidos ou sobre o andamento das investigações.
A comunidade da Malvina está em luto pela perda de Tatiany e pela violência que assolou a região. A morte da manicure foi registrada na 23ª Delegacia de Polícia (Méier), e a população aguarda por respostas e medidas que possam garantir a segurança e a tranquilidade no local. Enquanto isso, as autoridades seguem empenhadas em esclarecer os detalhes do ocorrido e garantir justiça para as vítimas e seus familiares.




