Irmão de Tainá Sousa é preso por descumprir ordem judicial sobre redes sociais

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Irmão da influenciadora Tainá Sousa é preso após descumprir decisão judicial que
proibia uso de redes sociais

Otávio Vitor, assim como a irmã Tainá Sousa, é um dos investigados por integrar
uma organização criminosa responsável pela promoção de jogos de azar e lavagem
de dinheiro.

Otávio Vitor, assim como a irmã Tainá Sousa, é um dos investigados por integrar
uma organização criminosa responsável pela promoção de jogos de azar e lavagem
de dinheiro. — Foto: Divulgação/Redes sociais

A Polícia Civil do Maranhão prendeu em São Luís, na tarde dessa
segunda-feira (2), o irmão da influenciadora digital Tainá Sousa que é
investigada por liderar um grupo criminoso responsável pela promoção de jogos de
azar e lavagem de dinheiro proveniente dessas atividades ilegais.

Otávio Vitor, assim como a irmã, é um dos investigados por integrar a
organização criminosa. Ele foi preso após descumprir uma decisão judicial que
proibia o uso de redes sociais.

Segundo a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), a Justiça
determinou a prisão preventiva depois que o investigado ignorou, de forma
repetida, a medida cautelar. Mesmo ciente da proibição, ele continuou publicando
conteúdos sobre sua rotina pessoal nas redes sociais.

Após o cumprimento do mandado, o investigado foi levado para a sede da Seic,
onde foram adotadas as medidas legais. Em seguida, ele foi encaminhado para uma
unidade prisional da capital maranhense e ficará à disposição do Poder
Judiciário.

Otávio Vitor e Tainá Sousa, além de outros três influenciadores – Maria
Angélica, Otávio Filho e Neto Duailibe – foram alvos de uma operação da Polícia
Civil em julho do ano passado, por suspeita de utilizarem as redes sociais para
divulgar o ‘Jogo do Tigrinho’, atraindo vítimas por meio de promessas enganosas de lucros rápidos e elevados. Também são investigados uma advogada, que era encarregada pela lavagem de
dinheiro, segundo a polícia, além de um policial militar e um outro homem.

Tainá Sousa chegou a ser presa suspeita de chefiar o grupo
criminoso e elaborar uma ‘lista de execução’. A investigação apontou que a influenciadora teria feito uma lista com nomes de
autoridades públicas e profissionais da imprensa que estariam marcados para
morrer. Os citados atuam de forma ativa no combate aos jogos
ilegais, especialmente o popular “Jogo do Tigrinho”, o que teria motivado os
planos da influenciadora.

Um mês depois, a Justiça do Maranhão concedeu habeas corpus para Tainá Sousa,
afirmando que não havia provas suficientes que justificassem a manutenção da
prisão.

Taíná já responde a processos judiciais por
outros crimes. Em uma ação criminal, ela figura como ré por furtos continuados,
após usar um cartão de crédito pertencente a uma pessoa falecida para realizar
diversas compras no mesmo dia do óbito. Ela confessou os crimes e firmou acordo
de não persecução penal, tendo o processo sido suspenso provisoriamente.

Tainá Sousa é influenciadora em São Luís e apontada como chefe de um
esquema criminoso. As investigações indicam que a organização criminosa, liderada por Tainá Sousa, usava as redes sociais para divulgar o jogo de azar conhecido como “Tigrinho”.

A polícia afirma que o grupo atraía vítimas com promessas enganosas de
ganhos rápidos e altos. Os seguidores eram incentivados a se cadastrar e a fazer
depósitos em plataformas de caça-níqueis virtuais.

A organização era formada por influenciadores
responsáveis pela promoção dos jogos, uma gerente que coordenava um grupo de
WhatsApp para captar jogadores e vítimas em nome da líder, pessoas encarregadas
de lavar o dinheiro obtido de forma ilegal e um grupo armado que fornecia
proteção ao esquema criminoso.

Além de Tainá, a Polícia Civil indiciou sete pessoas investigadas por lavagem de
dinheiro e organização criminosa relacionada à divulgação do ‘Jogo do Tigrinho’,
em São Luís. Durante as investigações da Operação Dinheiro Sujo, a polícia descobriu como funcionava o esquema para ganhar dinheiro de
forma ilegal e montou o organograma da quadrilha. Existiam três grupos principais envolvidos nas atividades criminosas.

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