A greve dos rodoviários afeta o comércio e dificulta o deslocamento de trabalhadores na Grande São Luís. A paralisação dos ônibus teve início na sexta-feira (30) e já está impactando o movimento de clientes no Centro da capital, justamente às vésperas do carnaval.
Desde a última sexta-feira (30), a greve dos rodoviários está em curso na região metropolitana de São Luís, o que tem causado prejuízos no comércio local e gerado problemas de locomoção para os trabalhadores que dependem do transporte público na Grande Ilha de São Luís. As lojas no Centro da cidade estão operando com um número reduzido de clientes, afetando as vendas durante o período carnavalesco, que é crucial para a economia local.
Na área central de São Luís, o fluxo de consumidores diminui consideravelmente devido à ausência de ônibus circulando. Essa situação tem impacto direto nas expectativas de vendas dos comerciantes, que já sentem os reflexos da paralisação nos negócios.
Railson dos Santos, fiscal de uma loja na Rua Grande, relata que a falta de transporte público tem afetado diretamente o movimento de clientes no principal centro comercial da cidade. Ele menciona que a procura por produtos relacionados ao carnaval estava em alta antes do início da greve, mas desde então, as vendas caíram significativamente.
A vendedora Marilene Moraes destaca as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores para chegarem ao local de emprego sem os ônibus em operação. Muitos colegas não puderam comparecer devido à falta de transporte, o que tem impactado não apenas o comércio, mas também a rotina e o sustento de muitas famílias na região.
A greve dos rodoviários afeta tanto o transporte urbano quanto o semiurbano em São Luís, deixando todas as cidades da região metropolitana sem ônibus. Com isso, mais de 700 mil pessoas são prejudicadas diariamente, além de complicar o acesso ao trabalho e a outras necessidades básicas.
Em meio às reivindicações dos rodoviários, que incluem reajuste salarial, tíquete-alimentação e plano de saúde, os trabalhadores que dependem do transporte público têm que lidar com os efeitos colaterais da paralisação, tendo que arcar com custos adicionais para se deslocarem até seus locais de trabalho.
Para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam preservados durante esse período de greve, a advogada trabalhista Kerlile Silva destaca a importância das empresas adotarem medidas alternativas, como home office ou banco de horas, para minimizar os impactos da paralisação nos colaboradores.
É fundamental que tanto os empregadores quanto os funcionários estejam cientes dos seus direitos e das possíveis compensações que podem ser adotadas durante situações de força maior, como movimentos grevistas, a fim de evitar prejuízos e garantir a continuidade das atividades laborais.




