Credenciais de ambulantes do carnaval de Belo Horizonte estão sendo vendidas ilegalmente nas redes sociais, com preços que variam entre R$300 a R$799. O Diário do Estado alerta para golpes relacionados a essas transações, uma vez que o documento é gratuito, pessoal e intransferível para quem se cadastrou regularmente. A população deve ficar atenta a anúncios suspeitos que oferecem a credencial por valores fora do comum.
A Prefeitura de Belo Horizonte ressalta que a credencial de ambulante do Carnaval 2026 não pode ser comercializada. A aquisição irregular do documento pode resultar em impedimento de exercer a atividade durante a festividade. No total, 11.528 ambulantes foram credenciados para atuar na venda de bebidas e adereços carnavalescos, representando um aumento de 12% em relação ao ano anterior.
O processo de cadastramento dos ambulantes ocorreu de forma colaborativa com associações da categoria, desde a inscrição online até a retirada das credenciais. A prefeitura buscou promover um planejamento estruturado e responsável para a festividade, garantindo que apenas os credenciados legalmente pudessem atuar nos desfiles de blocos de rua.
As credenciais permitem que os ambulantes circulem exclusivamente durante os desfiles de blocos de rua entre janeiro e fevereiro, respeitando as regras estabelecidas no edital, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos e a obrigatoriedade de deixar a área de dispersão após o término dos desfiles. Também é vetada a atuação em eventos privados.
Uma pesquisa realizada pela Belotur revelou o perfil dos ambulantes interessados em trabalhar no Carnaval 2026, indicando que 26% atuarão pela primeira vez como ambulantes. Em média, eles planejam investir R$2,7 mil e esperam faturar cerca de R$7,5 mil, com um lucro estimado em R$4,8 mil. A prefeitura reforça que a única forma válida de atuar como ambulante é por meio do credenciamento oficial.
Em caso de suspeita de venda irregular das credenciais, a população pode denunciar para a Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar e também para a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Central de Atendimento (156) e Secretaria Municipal de Política Urbana. É importante coibir práticas ilegais que possam prejudicar a segurança e organização do Carnaval na capital mineira.




