Polícia Civil conclui inquérito da morte do Orelha e tentativa de afogamento do cão
Caramelo em Florianópolis
Cachorro morreu no início do ano na Praia Brava, local turístico de
Florianópolis. As autoridades não informaram o número de adolescentes apontados
como responsáveis em nenhum dos dois casos.
Polícia Civil conclui inquéritos dos casos dos cães Orelha e Caramelo
A Polícia Civil de Santa Catarina DE concluiu as investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha e tentativa de afogar outro cachorro, conhecido como Caramelo. A informação foi confirmada à NSC TV pelo governo do estado.
As autoridades não informaram o número de adolescentes apontados como
responsáveis em nenhum dos dois casos.
Orelha morreu em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados
de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis.
➡️Os nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados pela
investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
O que diz a lei e quais as punições previstas para maus-tratos contra animais
Orelha morreu após ser agredido em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que
recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico e nobre de
Florianópolis. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no local.
A Polícia Civil inicialmente investigava um grupo de quatro adolescentes
suspeitos de ter agredido o cachorro. Na sexta-feira (30), um deles foi
descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos ao
animal, que conforme o laudo pericial foi atingido na cabeça com um objeto contundente.
A Polícia Civil informou que a analisava quase mil horas de gravações feitas por
câmeras de segurança na região da Praia Brava no período das agressões.
Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens do momento do
espancamento. Conforme a polícia, registros de outros episódios na mesma região
e período, que também teriam sido causados por adolescentes, ajudam na
investigação.
Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes
investigados como suspeitos, também foram indiciados suspeitos de coagir uma
testemunha durante a investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi
o vigilante de um condomínio, que teria uma foto que poderia ajudar a esclarecer
o crime.
Cão Orelha morava na Praia Brava — Foto: Reprodução/Redes sociais
Há pelo menos 10 anos, o cão comunitário conhecido como Orelha tornava o
cotidiano dos moradores da Praia Brava em Florianópolis mais leve. As pessoas do
bairro se revezavam nos cuidados a ele e a outros dois cachorros.
A Praia Brava fica no Norte da Ilha de Santa Catarina e é uma das atrações
turísticas de Florianópolis. No bairro, há três casinhas de cachorro para os
três animais considerados mascotes da região.
A médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava o animal, contou que
Orelha era “sinônimo de alegria” e que fazia parte de sua rotina com frequência.
Segundo ela, o cachorro era dócil, brincalhão e fazia sucesso com os turistas.
Os moradores, ao encontrarem o cachorro ferido, ficaram chocados com a situação. “Estava agonizando, a gente o recolheu, levou para o veterinário. Mas tinha sido completamente massacrado, né? Uma crueldade sem tamanho”, lamentou o empresário Silvio Gasperin.




