A Justiça decidirá em março se Geovanna Proque, uma jovem universitária, irá a júri popular por homicídios e lesão corporal. A ré está presa preventivamente desde dezembro, quando teria perseguido, atropelado e matado o namorado e a amiga dele por ciúmes. O caso chocou a cidade de São Paulo e foi registrado por câmeras de monitoramento, gerando repercussão nas redes sociais e na imprensa.
No dia 31 de março, está marcada a audiência de instrução no Fórum Criminal da Barra Funda para a Justiça avaliar se há indícios para o julgamento dos crimes. A jovem responde por duplo homicídio doloso qualificado e lesão corporal culposa, sendo acusada de ter agido de forma cruel e com motivo torpe. A ré está detida na Penitenciária Feminina de Santana, aguardando a decisão judicial.
O Ministério Público alega que Geovanna agiu por “ciúme doentio” ao atropelar as vítimas, propondo uma indenização de R$ 200 mil caso seja condenada. Mensagens ameaçadoras enviadas via WhatsApp antes do crime revelam o desequilíbrio emocional da jovem, que já admitiu o uso de antidepressivos. Testemunhas relataram que a ré perseguiu a motocicleta em alta velocidade e posteriormente se gabou do ataque.
A madrasta de Geovanna testemunhou que pediu insistentemente para que a jovem parasse o carro, evidenciando que a tragédia poderia ter sido evitada. O advogado das famílias das vítimas espera que todas as testemunhas arroladas compareçam à audiência para prestar depoimento. O caso continua sendo acompanhado de perto pela imprensa e pelas autoridades, aguardando as próximas etapas do processo judicial.
Geovanna continua detida, aguardando a decisão sobre seu futuro. A expectativa é de que a Justiça faça uma análise criteriosa dos fatos e determine o desenrolar do caso. Independente do desfecho, a tragédia deixou marcas profundas nas famílias das vítimas e na sociedade como um todo. Espera-se que a justiça seja feita e que situações como essa sirvam de alerta para que conflitos e desentendimentos não resultem em consequências tão trágicas.



