Homem é suspeito de atear fogo na companheira em Goiânia: denúncia da família

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Mulher tem corpo queimado na frente da filha pelo marido, denuncia família

À polícia, a mãe relatou que sabia que a filha já havia sido agredida pelo companheiro. Filha da vítima de três anos também relatou o crime à família.

Homem é suspeito de ter jogado fogo na companheira
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Homem é suspeito de ter jogado fogo na companheira

Uma mulher teve o corpo queimado na frente da filha de 3 anos, em Aparecida de Goiânia. Segundo a família de Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos, o suspeito do crime é o companheiro da vítima, Raffael Castro da Silva.

O DE não conseguiu localizar a defesa do suspeito.

O fato aconteceu na quarta-feira (28). O crime foi denunciado pela mãe da vítima, Pauliana Alves Guimarães, que pediu uma medida protetiva para a filha após descobrir que ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) somente na sexta-feira (30), segundo documento do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

À Polícia Civil, a mãe contou que Raffael afirmou para ela no hospital que Emilli teria sofrido um acidente após ele passar álcool na pia enquanto fazia a janta, com o produto explodindo em chamas e atingindo a mulher. Ele também contou que colocou a companheira embaixo do chuveiro para conter as chamas e disse que a própria vítima tinha pedido para ele não contar à mãe dela sobre o acidente.
“Eles não me avisaram nada. Não me comunicaram nada. E eu fiquei sabendo tudo pela cunhada dela”, afirmou Pauliana à TV Anhanguera.

Após isso, a filha do casal de 3 anos, que também estava no hospital, foi levada até uma lanchonete pelos avós e, ao ser questionada sobre o que tinha acontecido pela esposa do avô, ela respondeu: “Eu quero a mamãe. O papai jogou fogo na mamãe”, destacou o processo.
“Minha esposa perguntou o que tinha acontecido porque ele tinha falado para mim que ela tinha ficado na sala, no sofá. Falou para mim que quase pegou fogo no sofá junto com a minha netinha. Aí minha netinha falou para ela”, explicou o avô, Elton José Silva Lopes.

Ainda à polícia, a mãe relatou que sabia que Emilli já havia sido agredida pelo companheiro antes e que ela chegou a ficar alguns dias na casa da mãe, mas optou por continuar o relacionamento.

Em nota ao DE, o Hugol informou que Emilli continua internada na UTI de Queimados com estado geral grave e respira com a ajuda de aparelhos.

O caso está sendo investigado como violência doméstica contra a mulher. De acordo com dados do TJ-GO, o suspeito não havia sido preso até a última atualização desta reportagem.

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