BRB tem até sexta para apresentar plano de R$ 5 bilhões ao Banco Central

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O Banco de Brasília (BRB) tem até a próxima sexta-feira (6) para apresentar ao Banco Central um plano de ações para “reforçar”, em pelo menos R$ 5 bilhões, a composição e a robustez de seus próprios balanços. O valor exato da recomposição será detalhado no próprio documento. Se aprovado pelo Banco Central, o plano deverá ser executado pelo BRB em até seis meses. O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB. A medida se tornou necessária porque, desde o fim de 2024, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master.

Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras tinham sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. E o pior: o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Todas essas “inconsistências” fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil. Técnicos ouvidos pelo de e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB, até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para “socorrer” a instituição. Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário.

O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master. A operação contou com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Segundo as investigações, cerca de R$ 12 bilhões foram para carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras.

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