Quatro policiais militares do Raio foram condenados pela Justiça por torturar jovem em Itarema. Soldados do Raio foram sentenciados a 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto. Eles também podem ser excluídos da Polícia Militar. Os militares condenados são: Renato Aguiar Façanha Sousa, Yuri Oliveira Nonato, Miguel Everton dos Santos Reis e Gerlando Santos Daniel.
Os policiais foram condenados no dia 30 de janeiro por torturar um jovem em Itarema, no interior do Ceará. Eles introduziram um cabo de vassoura no ânus da vítima, em um ato de tortura que chocou a população local. A pena estabelecida foi de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, além da perda da graduação na Polícia Militar e a possível exclusão da corporação.
A sentença destacou que as circunstâncias do crime foram agravadas pelo alto grau de reprovabilidade da conduta dos agentes. O ato ultrapassou os limites da lesão ou ameaça e revelou uma conduta repugnante por parte dos policiais. O crime aconteceu em maio de 2020, quando os agentes abordaram o jovem e o agrediram, chegando a introduzir um cabo de vassoura no ânus da vítima.
Durante o julgamento, a vítima relatou os detalhes da agressão sofrida pelos policiais. Os agentes negaram o crime, alegando que a vítima foi entregue em perfeito estado. No entanto, o exame de corpo de delito revelou as lesões provocadas pela tortura. A defesa dos policiais afirmou que a condenação foi baseada em provas frágeis e que irá recorrer da decisão, alegando que os agentes são inocentes.
A defesa dos policiais contestou a validade das provas apresentadas, destacando que o exame de corpo de delito não comprovou a ocorrência de tortura. Além disso, questionou a motivação da testemunha que acusou os policiais, sugerindo uma possível vingança. Os advogados dos agentes afirmaram que irão recorrer da decisão para restabelecer a inocência de seus clientes.
A repercussão do caso gerou indignação na sociedade cearense, que acompanhou o desfecho do julgamento com atenção. A condenação dos policiais por tortura reforçou a importância do combate à violência policial e à impunidade. A Justiça ressaltou a gravidade do crime cometido pelos agentes e a necessidade de responsabilização pelos atos praticados.




