Familiar escondeu boné e mentiu sobre moletom usado por adolescente no dia das agressões ao cão Orelha
Adolescente foi abordado pela polícia no aeroporto ao voltar ao Brasil. Ele vai responder por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. Orelha morreu no início do ano na Praia Brava, em Florianópolis.
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Polícia explica pontos que ajudaram a apontar suspeito das agressões ao cão Orelha
Um familiar do adolescente apontado como autor da agressão contra Orelha escondeu um boné e mentiu sobre um moletom usado pelo suspeito no dia das agressões ao cão comunitário, informou a Polícia Civil. A investigação concluiu que o jovem cometeu ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.
O adolescente é um dos jovens que estava nos Estados Unidos durante parte das investigações. Quando voltou ao Brasil, um familiar tentou esconder as peças que estavam com ele, mas elas foram apreendidas pela polícia no próprio aeroporto e identificadas como as mesmas usadas no dia das agressões.
A Polícia Civil pediu a internação provisória do adolescente suspeito de agredir o cão comunitário Orelha em Florianópolis. O inquérito foi enviado na terça-feira (3) ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A defesa do adolescente disse em nota que “informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas” (leia a nota na íntegra no final do texto).
O nome e a idade do suspeito não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
Quando o adolescente voltou ao Brasil, em 29 de janeiro, a polícia o abordou no aeroporto. Segundo a investigação, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava com ele em uma bolsa, mas a peça foi apreendida e identificada como a mesma usada no dia das agressões.
A polícia também apreendeu um moletom na bagagem. Quando a delegada revistou a mala do adolescente, um familiar tentou justificar que o moletom havia sido comprado durante a viagem à Disney.
No entanto, o adolescente confirmou que já tinha a peça antes. A polícia comparou as imagens de câmera de segurança e associou ao moletom usado no dia do ataque ao cachorro Orelha.
O cão comunitário Orelha vivia na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis. Ele foi agredido por volta das 05h30 de 4 de janeiro. No dia seguinte, moradores encontraram o cão ferido. Ele chegou a ser levado ao veterinário, mas não resistiu e morreu.
O delegado Renan Balbino explicou o desenrolar dos fatos e investigação no caso do cão Orelha. “O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio”.
“As imagens, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia”, afirmou o delegado.




