Homem investigado por congelar cães em freezer em SC vira réu
Mais 60 animais vivos também foram resgatados, na época, vivendo em condições
insalubres. Caso ocorreu em Biguaçu, na Grande Florianópolis.
Cães mortos congelados em freezer são achados em terreno que funcionava como
abrigo [https://s02.video.glbimg.com/x240/13831693.jpg]
Cães mortos congelados em freezer são achados em terreno que funcionava como
abrigo
O homem investigado por manter cães mortos congelados dentro de um freezer
[https://DE.DE.de.DE/globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2025/08/11/caes-congelados-freezer-achados-abrigo-em-sc.ghtml]em
Biguaçu [https://DE.DE.de.DE/globo.com/sc/santa-catarina/cidade/biguacu/], na Grande
Florianópolis [https://DE.DE.de.DE/globo.com/sc/santa-catarina/cidade/florianopolis/],
virou réu pelo crime de maus-tratos, confirmou o Ministério Público de Santa
Catarina [https://DE.DE.de.DE/sc/santa-catarina/] (MPSC), que ofereceu a
denúncia, nesta quarta-feira (4).
O flagrante ocorreu em agosto de 2025. Na época, mais de 60 animais vivos também
foram encontrados no terreno, que funcionava como abrigo e estava repleto de
lixo e entulhos. Os animais foram acolhidos, vacinados e passaram por
atendimento veterinário.
Para o promotor Marco Antônio Schütz de Medeiros, a situação exigiu uma atuação
emergencial e integrada dos órgãos públicos, considerando o “grave risco
sanitário e ambiental existente no local”.
Na época, o dono do sítio foi preso em flagrante pela Polícia Militar Ambiental
por suspeita de maus-tratos e foi liberado em audiência um dia depois, sob
determinação de acompanhamento psicológico.
A lei sobre maus tratos contra animais é de 1998. É crime “praticar ato de
abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou
domesticados, nativos ou exóticos”. A pena prevê – além de multa – detenção
de três meses a um ano. Quando o animal é morto, aumenta “de um sexto a um
terço”.
O QUE FOI ENCONTRADO LÁ?
Segundo o MP, animais mortos foram localizados dentro de uma geladeira, “em
condições totalmente impróprias, representando risco significativo de
proliferação de bactérias e vetores”. O número de animais armazenados no
refrigerador não foi divulgado. Eles foram recolhidos para necropsia.
Entulhos e outros materiais acumulados no local, conforme o órgão, favoreciam a
proliferação de insetos e roedores, além de representarem risco de contaminação
do solo e da água, tanto superficial quanto subterrânea, pela infiltração de
dejetos.
Animais encontrados:
* 63 animais no total;
* 13, em estado mais crítico, foram resgatados e levados a outras entidades;
* 50 cães seguiam no local nesta segunda para serem catalogados.
O QUE ACONTECEU COM OS CÃES ENCONTRADOS VIVOS?
A força-tarefa resgatou todos os animais vivos, que foram cadastrados,
submetidos a avaliação clínica e encaminhados para hospedagens na região.
As estruturas do imóvel foram demolidas, com o consentimento do proprietário, e
a área foi totalmente limpa, inclusive com a pulverização do terreno com produto
específico para a eliminação de pulgas e carrapatos, mitigando eventuais riscos
sanitários remanescentes.
O Ministério Público informou, na terça-feira (3), que as irregularidades
constatadas na época já foram “integralmente sanadas”. Como não há mais risco
ambiental, sanitário ou de maus-tratos a animais que justifique medidas
judiciais, de acordo com o órgão, o inquérito civil foi arquivado em 27 de
janeiro.
Um dia antes, o promotor ingressou com denúncia pelo crime de maus-tratos a
animais, com pena de dois a cinco anos de reclusão. A denúncia já foi recebida
pelo Poder Judiciário, e o acusado figura agora como réu na ação penal.
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