Greve dos rodoviários em São Luís: impasses e medidas do MPT no TRT-MA

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A greve dos rodoviários em São Luís tem gerado muita discussão e impasses nas negociações entre o Sindicato dos Rodoviários (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET). Diante desse cenário, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com um pedido de dissídio coletivo de greve no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), solicitando um reajuste salarial provisório de 6% para os rodoviários da cidade. Além disso, o MPT pede a manutenção de 80% da frota em circulação durante a paralisação e a aplicação de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento das decisões judiciais.

Os impasses financeiros relacionados a subsídios e tarifas têm sido um dos principais motivos para o não avanço das negociações entre os sindicatos envolvidos na greve dos rodoviários. A falta de acordo tem gerado consequências para a população, com a paralisação do sistema urbano de transporte público. O MPT ressalta que decisões judiciais anteriores, que determinavam a circulação mínima de ônibus durante a greve, não estão sendo cumpridas, o que motivou o pedido de medidas mais rigorosas por parte do órgão.

Cabe destacar que o reajuste de 6% solicitado teria caráter provisório e seria aplicado aos salários e ao auxílio alimentação dos rodoviários. O Tribunal analisará o mérito do dissídio e o percentual só passará a valer após o fim da greve e a retomada total da frota. Até o momento, o Sindicato dos Rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte e a Prefeitura de São Luís não se pronunciaram sobre o pedido do MPT.

Enquanto as negociações seguem sem avanço, os ônibus que operam as linhas do transporte semiurbano voltaram a circular depois de um acordo que previu um reajuste de 5,5% para a categoria. O acordo também incluiu benefícios como plano odontológico, seguro de vida, auxílio funeral, entre outros. Apesar disso, as reivindicações dos rodoviários incluem um reajuste salarial de 12% e melhorias nos benefícios.

A expectativa é que uma nova rodada de negociações seja realizada em breve para buscar soluções que atendam às demandas dos rodoviários e permitam o retorno completo dos serviços de transporte público em São Luís. Enquanto isso, as consequências da paralisação continuam afetando a mobilidade da população e gerando preocupações tanto para os trabalhadores quanto para as empresas envolvidas no setor de transporte. É fundamental que as partes envolvidas busquem um entendimento mútuo para superar os impasses e garantir um serviço de qualidade para a sociedade.

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