A chegada de Ronaldo Caiado ao PSD uniu as pré-candidaturas à Presidência de três governadores liderados por Gilberto Kassab, colocando em destaque o apoio de Romeu Zema como potencial decisivo no segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Minas Gerais. O estado, conhecido como ‘estado pêndulo’, tem histórico de definir eleições presidenciais, tornando o pré-candidato Zema uma peça-chave na oposição à reeleição de Lula (PT).
A proximidade ideológica entre Novo e o partido da família Bolsonaro pode atrair Zema para a chapa com Flávio Bolsonaro, enquanto a migração do vice-governador para o PSD estreita a relação com Gilberto Kassab. A composição presidencial do PSD, incluindo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite, pode ser reforçada com o apoio de Zema, que se mantém no projeto pelo Novo, com possível acordo de apoio de Simões, caso a candidatura seja confirmada em agosto.
O presidente nacional do Novo negou a possibilidade de Zema ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, apontando que o partido apoiará o adversário de Lula caso o mineiro não chegue ao segundo turno. Enquanto isso, o PL demonstra cautela buscando respeitar a pré-candidatura de Zema. O presidente do PL em Minas Gerais mencionou o apoio do governador a Bolsonaro e destacou sua postura coerente.
Para o PSD, a união dos governadores e a eleição do sucessor em Minas Gerais podem influenciar o apoio de Zema, devido à proximidade do governador com os presidenciáveis da sigla. O partido espera atrair outros governadores aliados para discutir um projeto de Brasil coeso. Cabe ressaltar que a decisão de Zema pode ser impactada pela composição nacional e pelas alianças políticas em jogo.
Com as movimentações dos partidos em torno do apoio de Romeu Zema, a corrida presidencial ganha novos contornos, com PL e PSD disputando estrategicamente o suporte do governador mineiro em busca da vitória nas eleições. O cenário político está em constante evolução e as alianças que serão formadas terão um papel fundamental na definição do próximo presidente do Brasil.




