Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi conduzido para o sistema penitenciário do Rio após passar por audiência de custódia. A audiência também contou com a presença dos irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz. Deivis terá que passar sua primeira noite na prisão, em um desdobramento das investigações da Polícia Federal.
O advogado Deivis Marcon Antunes enfrentou a audiência de custódia nesta quarta-feira (4) e foi determinado que ele permanecesse detido. Ele seguirá para o sistema penitenciário do Rio. Junto com ele, os irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz, também presos na segunda fase da Operação Barco de Papel, terão o mesmo destino de Deivis.
Após retornar dos Estados Unidos, o ex-presidente do Rioprevidência foi preso pela Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia e encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda. No trajeto de volta ao Rio de Janeiro, Deivis teve seu caminho interrompido pelas autoridades.
Na sequência dos acontecimentos, Deivis Marcon Antunes foi trazido ao Rio, prestou depoimento na Polícia Federal e foi encaminhado à Cadeia de Benfica, onde passou por audiência de custódia. Os irmãos Rodrigo e Rafael Schmitz são investigados por ajudarem Deivis na remoção de documentos de um apartamento alugado por ele em Botafogo e na transferência de titularidade de veículos de luxo.
Deivis Marcon Antunes renunciou à presidência do Rioprevidência em janeiro, após suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção serem levantadas em uma operação da Polícia Federal. Investimentos no Banco Master colocaram em risco os benefícios de 235 mil servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, segundo as investigações.
Diversas operações financeiras questionáveis envolvendo o Rioprevidência e o Banco Master estão sob investigação. A Polícia Federal apura movimentações suspeitas, retirada de documentos, manipulação de provas digitais e transferência de bens. A liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro trouxe à tona suspeitas de fraude e gestão irresponsável de recursos.
Ao aportar quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro, o Rioprevidência teria exposto seu patrimônio a riscos incompatíveis com sua finalidade. A PF investiga nove operações financeiras realizadas entre 2023 e 2024 que resultaram em aplicações milionárias. O Master, em liquidação extrajudicial, está no centro das suspeitas de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.




