Ministro do STJ Marco Buzzi é investigado por importunação sexual: sindicância aberta e depoimentos em sigilo.

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma sindicância para apurar a conduta do ministro Marco Buzzi, de 68 anos, que está sendo investigado por importunação sexual. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos ministros do STJ, e a sindicância contará com a participação dos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira. O caso veio à tona após uma jovem de 18 anos acusar Buzzi de tentar agarrá-la no mar, enquanto o ministro nega as acusações e afirma ter sido surpreendido com as insinuações.

A jovem registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que está investigando o caso. O inquérito foi encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado de Buzzi. O ministro emitiu uma nota repudiando as acusações e afirmando que repudia qualquer ilação de conduta imprópria de sua parte. Já a defesa da jovem espera que haja rigor nas apurações e que o desfecho seja dado pelos órgãos competentes.

A mulher relatou ter sido assediada por Buzzi no mar, durante uma estadia na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú (SC). Ela afirmou que o ministro a puxou para junto de si e a agarrou pela lombar, mesmo após suas tentativas de escapar. Após o ocorrido, a jovem pediu ajuda aos pais, que confrontaram a família do ministro e deixaram o local. Posteriormente, a família registrou a ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, acompanhados de advogados.

A Corregedoria do CNJ está conduzindo a apuração do caso, com depoimentos sendo colhidos em sigilo. O ministro Marco Buzzi é natural de Timbó, em Santa Catarina, e ocupa vaga no STJ desde setembro de 2011. Ele tem formação em Ciência Jurídica com especializações diversas. Tanto a defesa do ministro quanto a da jovem se posicionaram sobre o assunto, mantendo posturas distintas.

O caso está sendo tratado com seriedade pelas autoridades competentes, visando preservar a integridade da vítima e garantir uma apuração justa. O CNJ esclareceu que o processo está em andamento em sigilo, conforme a legislação brasileira, para evitar exposições indevidas e revitimizações. A investigação irá prosseguir para esclarecer os fatos e determinar as devidas responsabilidades. Para mais notícias da região, visite o site do DE.

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