A deputada Caroline de Toni optou por sair do Partido Liberal após a mudança de direção da legenda em Santa Catarina. Em reunião com o presidente Valdemar Costa Neto, foi informada de que não faria parte do projeto do PL para o Senado em 2026. A reformulação inclui a reserva de uma vaga para Carlos Bolsonaro e outra para a federação entre União Brasil e Progressistas, descartando assim uma chapa exclusivamente liberal no estado. Valdemar ofereceu opções alternativas à deputada, como concorrer à vice-governadoria ou manter-se na Câmara com promessa de liderança futura, mas não foram aceitas. De Toni iniciou conversas com outras siglas, como Republicanos e Avante.
A mudança nacional contradiz o apoio indicado pelo comando estadual. O governador Jorginho Mello havia sugerido apoio à deputada para o Senado, mas a decisão de apoiar a federação foi impulsionada por Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), condicionando as alianças estaduais à garantia de espaço na chapa. Com a saída de De Toni, o senador Esperidião Amin, do PP, passa a ser o nome da federação ao Senado e altera o cenário político estadual. O coordenador da federação em SC, Fábio Schiochet, afirmou que o PL tem até o final de fevereiro para definir suas escolhas.
Sem consenso, União Brasil e PP consideram apoiar João Rodrigues, do PSD, como alternativa ao projeto do PL em Santa Catarina.




