Família recorre à Justiça três vezes para garantir internamento em Foz do Iguaçu, em caso de idosa de 74 anos.

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Família recorre três vezes à Justiça para garantir vaga em UTI a idosa em Foz do Iguaçu

Paciente de 74 anos aguardou dias por transferência e por atendimento neurológico presencial na rede pública.

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Família recorre à Justiça três vezes para garantir internamento em Foz do Iguaçu

Uma família de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, precisou recorrer três vezes à Justiça para garantir a internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atendimento neurológico presencial a uma idosa de 74 anos. A paciente, Terezinha Rosa, aguardou dias por transferência após dar entrada na rede pública de saúde.

A idosa deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Morumbi no dia 26 de janeiro. Durante a internação, exames indicaram hidrocefalia de pressão normal, que é o acúmulo de líquido no cérebro, além de sinais de envelhecimento e um pequeno acidente vascular cerebral (AVC).

Diante do quadro, o médico solicitou transferência imediata para uma UTI.

Segundo a família, a paciente ficou mais de 24 horas aguardando uma vaga. Diante da demora, a filha ingressou com o primeiro pedido judicial. A liminar foi concedida no dia 28 e cumprida no mesmo dia, mas a idosa foi internada em um leito hospitalar comum, e não em UTI, como havia recomendação médica.

Depois disso, a paciente foi transferida para a UTI, no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, mas o atendimento neurológico ocorreu apenas por telemedicina. A família voltou a acionar a Justiça e pediu a avaliação presencial de um neurologista.

No dia 1º de fevereiro, uma terceira decisão judicial determinou a transferência imediata para um hospital com estrutura adequada. A transferência ocorreu apenas no dia 2, quase uma semana após a entrada da paciente na UPA. A remoção foi realizada com custos pagos pelo Estado.

Em entrevista, a filha Sueli Rosa relatou o sofrimento da família durante o período de espera. “É desespero e humilhação. Tivemos que recorrer a três liminares para garantir o mínimo, que é a saúde. Se para nós, que somos advogados, foi assim, imagine para quem não tem informação ou recursos”, disse.

Atualmente, Terezinha está internada em outro hospital, consciente e recebendo o tratamento indicado. Ainda não há previsão de alta.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Procurada, a Prefeitura de Foz do Iguaçu informou que a paciente recebeu atendimento desde a entrada na UPA e que a transferência seguiu o fluxo do sistema de regulação, que funciona por fila única. A administração negou omissão ou recusa de atendimento.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que a transferência seguiu critérios técnicos e clínicos e considerou as decisões judiciais. O Hospital Municipal Padre Germano Lauck afirmou que, inicialmente, não havia indicação clínica para UTI e que o atendimento neurológico por telemedicina segue os protocolos da unidade.

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