Investigação sobre a morte de Benício: erros médicos e suspensão profissional em foco

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O caso envolvendo a morte do menino Benício continua sendo investigado devido a uma série de erros que culminaram em sua trágica morte. De acordo com relatos do pai, Bruno Freitas, o menino foi levado ao hospital com tosse seca e suspeita de laringite. A médica responsável prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, sendo 3 ml a cada 30 minutos. A família, preocupada com a prescrição, questionou a técnica de enfermagem, que confirmou a aplicação seguindo as orientações.

Logo após a primeira aplicação, Benício apresentou uma piora repentina, o que levou a equipe médica a transferi-lo para a sala vermelha. No entanto, seu quadro de saúde continuou a se deteriorar, com a oxigenação atingindo cerca de 75%. Uma segunda médica foi chamada para monitoramento cardíaco, e a decisão de transferir o menino para a UTI foi tomada. Infelizmente, seu estado de saúde não melhorou na UTI, e ele precisou ser intubado. Durante o procedimento, Benício sofreu as primeiras paradas cardíacas.

O pai relatou que a criança vomitou durante a intubação, o que resultou em sangramento. Apesar dos esforços da equipe médica, Benício não respondeu às tentativas de reanimação e faleceu na madrugada de domingo. O Hospital Santa Júlia, onde o caso ocorreu, afastou a médica e a técnica de enfermagem de suas funções e realizou uma investigação interna pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente.

Ao analisar os registros dos conselhos profissionais, foi identificada uma divergência relacionada à suspensão do exercício profissional das profissionais envolvidas. Enquanto o registro da médica está suspenso conforme decisão judicial, o da técnica de enfermagem, Raiza Bentes Praia, continua ativo, o que vai de encontro à ordem judicial.

O juiz Fábio Olintho de Souza determinou que o Conselho Regional de Medicina (CRM-AM), Coren-AM, e outras entidades sejam notificadas para garantir o cumprimento da suspensão. Além disso, as profissionais estão sujeitas a outras medidas, como comparecer mensalmente em juízo, não sair da Região Metropolitana de Manaus sem autorização judicial, manter distância da família da vítima e cumprir a suspensão do exercício profissional por 12 meses.

Em busca de esclarecimentos sobre a situação do registro da técnica Raiza Bentes Praia, o DE procurou o Coren-AM, aguardando uma resposta. O caso de Benício continua sendo acompanhado de perto, em busca de justiça e para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro. É essencial que todas as medidas necessárias sejam tomadas para garantir a segurança e a qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

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