‘Franquia de agiotagem’: veja quem são colombianos foragidos da operação no PI,
MA e CE
Pelo menos 14 pessoas foram presas nesta quinta-feira (5), na segunda fase da
Operação Macondo.
Nomes e fotos de seis colombianos foragidos por participar de um esquema
milionário de agiotagem foram divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do
Piauí, na tarde desta quinta-feira (5). Eles são alvos da segunda fase da
Operação Macondo.
Os suspeitos foram identificados como Jhon Alexander Marulanda Castro, Carlos
Luis Hernández Sánchez, Yaqueline Alzate Arias (conhecida como Milena), Marbyo
Alves da Costa, Dany Daniel Paredes Daquilema e Ender Yohel Gonzalez Davila.
Pelo menos 14 pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (5). As
investigações apontam que o grupo funcionava como uma espécie de franquia
criminosa, com divisão de tarefas e envio do dinheiro arrecadado para um líder.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão nas contas dos investigados, para
congelar bens e quantias que possam ter origem na agiotagem.
> “Verificamos que a prática dessa agiotagem era como se fosse uma franquia,
> onde cada um tinha o território onde ia fazer o empréstimo de dinheiro”,
> afirmou o superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus
> Zanatta.
Colombianos alvos da operação no PI, MA e CE cobravam juros de até 30%.
Segundo Matheus Zanatta, os suspeitos coagiam e exerciam domínio territorial
sobre pequenos comerciantes e trabalhadores informais a quem emprestavam os
valores a juros abusivos.
A ação teve como objetivo reprimir também o uso de violência física e moral
contra devedores e familiares.
Entre as prisões, 13 ocorreram em Teresina e cidades do Norte e Sul do
Piauí, e uma em Petrolina (PE). Além das prisões, as forças de segurança
cumpriram 27 mandados de busca e apreensão contra os investigados em Teresina,
Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante, Picos, Timon (MA) e Tianguá (CE).
As prisões fazem parte da Operação Macondo, realizada em 2025 contra colombianos
e venezuelanos acusados de cobrar dívidas com juros de mais de 30%. Eles
distribuíam panfletos oferecendo empréstimos e exigiam o pagamento de multas diárias de até R$ 70.




