Antes de se tornar o pivô de um dos maiores escândalos de corrupção recente, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS“, passou pelo governo de Goiás. Preso desde setembro, ele é apontado como líder de um esquema que desviou R$ 6,3 bilhões dos cofres da Previdência.
O que poucos sabiam até agora é que, entre 2012 e 2014, o “Careca” integrou a gestão do então governador Marconi Perillo (PSDB). Ele foi nomeado para a diretoria Comercial da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego), uma estatal que na época acumulava dívidas de R$ 58 milhões e estava sob gestão da Cruz Vermelha.
A nomeação, revelada pelo jornal O Popular, ocorreu em um contexto de tentativa de recuperação da empresa. Anos depois, a Iquego voltou a aparecer no radar das investigações, com indícios de que Antônio Carlos tentou intermediar novos negócios com a estatal após deixar o cargo.
Enquanto isso, o esquema no INSS, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, afetou mais de 4 milhões de aposentados com descontos irregulares feitos por entidades conveniadas. A defesa do empresário não se manifestou sobre sua passagem pela Iquego. Para Marconi Perillo, o caso virou uma sombra do passado em pleno ano eleitoral.



