Investigação da Polícia Civil de SC conclui responsabilidade de adolescente por agressão ao cão comunitário Orelha.

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A partir de investigações realizadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, foi concluído que um adolescente foi suspeito de agredir o cão comunitário conhecido como Orelha. Imagens obtidas mostram o adolescente saindo do condomínio ao redor das 5h25 de 4 de janeiro e retornando acompanhado por uma amiga às 5h58. Este momento coincidiu com o intervalo de tempo em que as agressões ocorreram, por volta de 5h30. A polícia solicitou a internação provisória do jovem por maus-tratos ao animal.

A Polícia descreveu que a menina vista no vídeo com o adolescente não presenciou o ataque ao cão e não é considerada envolvida na agressão. Após análise de mil horas de imagens, foi concluído que ela não estava presente no momento das agressões. Outros detalhes sobre o caso não foram divulgados pelas autoridades.

A investigação apontou que outros adolescentes inicialmente suspeitos foram descartados da participação nas agressões ao cão Orelha. A polícia concluiu que as agressões ocorreram na madrugada de 4 de janeiro, em um intervalo de aproximadamente 35 minutos. Dentre os adolescentes próximos ao local onde o cão foi agredido, um deles foi considerado o principal suspeito pelas autoridades.

O adolescente suspeito teve seu ato infracional equiparado ao crime de maus-tratos pelo delegado responsável. Contradições em seus depoimentos foram evidenciadas durante a investigação, onde ele afirmou ter ficado na área da piscina do condomínio, contradizendo imagens que o mostravam fora do local. A defesa contestou a autoria das agressões, divulgando um vídeo que supostamente mostra o animal circulando no bairro após o horário indicado pela polícia para o ataque.

O adolescente investigado teve sua identidade preservada devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante sigilo a menores de 18 anos em procedimentos legais. A polícia informou que testemunhas relataram ter visto o animal ferido no mesmo dia das agressões e que seu estado de saúde piorou rapidamente. O cachorro foi encontrado ferido e posteriormente morreu devido às lesões graves.

Baseando-se nos requisitos do ECA, a polícia solicitou a internação provisória do adolescente, devido à sua reiteração em atos infracionais e a gravidade do caso. A necessidade de garantir a segurança do próprio jovem também foi um fator determinante para o pedido de internação. Os detalhes do caso continuam sendo investigados pelas autoridades competentes.

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